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Imperio Esmeralda

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Academic year: 2021

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ArtistAs: Christopher Appel, Steve Argyle, Gonzalo Ordonez Arias, Mathew S. Armstrong, Daren Bader, Drew Baker, Jason Behnke, Tom Biondolillo, Leonardo Borazio, Beet, Manuel Calderon, Mike Capprotti, Paul Carrick, Miguel Coimbra, Conceptopolis, Audry Corman, Ed Cox, Edwin David, Molly Denmark, Thomas Denmark, Randy Elliot, Steve Ellis, Jason Engle, Anthony Francisco, Carl Frank, Randy Gallegos, Joachim Gmoser, Anthony Grabski, Troy Graham, Andrew Hepworth, Jeff Himmelman, Quinton Hoover, David Horne, IFS, Paul Prof Herbert, Jonathan Hunt, Llyn Hunter, Hugh Jamieson, Michael Kaluta, Michel Koch, Michael Komarck, Heather Kreiter, Amandine Labarre, Stephanie Law, April Lee, Monika Livingston, Eric Lofgren, Anson Maddocks, Slawomir Maniak, Thomas Manning, Britt Martin, David Martin, Malcolm McClinton, Patrick McEvoy, Peter Mohrbacher, William O’Connor, Glen Osterberger, Jim Pavelec, Ben Peck, Ramon Perez, Eric Polak, Mark Poole, Angga Satriohadi, Erich Schreiner, Chris Seaman, Douglas Shuler, Steve Snyder, Ron Spencer, Beth Trott, Charles Urbach, Luis Vasquez, Diana Vick, Franz Vohwinkel, Byron Wackwitz, Corene Werhane, Mario Wibisono, Matt Wilson, Jarreau Wimberly, Wackwitz & Daily

testAdores: Time 1 (Dave Smith, Patrick Chen, Aien Elmi, Jason kang, Ki Chang Kim, Roger Liang, Arthur Nguyen), Time 2 (Lucas Twyman, Lee Masheter, Amanda Martyn, Chad Kirby, Andrew Flynn, Lauren Murray), Time 3 (Kit LaHaise, Catherine Pickett, Bret David Hewes, Francois Martineau), Time 4 (Becca Hobart, Todd Stites, Will Stampley, Kevin Blake, Lewis Fleak, Daniel Briscoe), Time 6 (Dace, Erykah Fasset, Tracy Pinkelton, Daniel Walters, Laura Harvey), Time 7 (Jason Shafer, Nathan Shafer, Matt Strout, Liza Strout, Joe White, Terry “Dingo” Moore, Eric Newlin), Time 8 (Robert Knight, Brebouillet Mathieu, Aaron Rubman, David Whitney, Richard Whitney, Stuart Biggs, Edward Reynolds, Ryan Gossens, Jean-Phillipe Lanfond), Time 10 (Luke Fleman, Joseph Schuster, Andrew Snow, Christopher Myers, Michael Neer, Paul Siebuhr, Ryan Flynn), Time 11 (Cory Mills, Caitlin Mills, Molly Poole, Darren Walters, Lynne Ahlgren, Jeremy Bullens, Albert Koenig), Time 12 (Don Eisele, Kate Adams, Matt Ussary, Janet Bozarth, Nate Hedrick, Mike Shimek, Chester Decker), Time 13 (Howard Hooven, Jen Oney-Hooven, David Farmer, Scott Smith, William Hart, Gentry Trimble, Kevin Witt), Time 14 (Stephanie Dane, Mike Brodu, Greg Krywusha, Bob Martin, Reginald Garth, Ryan Reese, Elliot Smorodinsky, Randy Schneider), Time 15 (Mason Crawford, Allen Cantrell, Julien Vallette, Kristof Parker, April Hamilton, Mark Butler, Luis Fernando de Vasconcelos), Time 17 (Tom Lewis, Jamie Kipp, Gavin O’Hearn, Shawn MacLean, John Taylor)

I

mpérIo

E

smEralda

LENDA DIS CINCO ANÉIS

EtODASASmArCASrELACIONADASSãO © E ™ ALDErAC ENtErtAINmENt GrOup INC. tODOSOSDIrEItOSrESErvADOS.

dEdIcatórIa:

Para todos os fãs que nos pediram repetidamente ao longo dos anos, quando iriamos imprimir outra edição deste livro, esta versão revisada e melhorada é apenas para vocês. Esperamos que vocês gostem!

EdIção BrasIlEIra

editores Chefes: Anésio Vargas Junior e Alexandre "Manjuba" Seba

trAdução: Rafael Silva

revisão GerAl: Anésio Vargas Junior, Alexandre "Manjuba" Seba e Renan Barcellos desiGn GráfiCo: Daniel Miranda Nachmanowicz

www.l5r.Com newordereditorA.Com.br esCrito por: Shawn Carman, Robert Hobart,

Nancy Sauer, Brian Yoon, Richard Farrese, Douglas Sun editAdo por: Robert Hobart, Todd Rowland proofreAders: Mike Brodu, Greg Long, Maxime

Lemaire, Edward Reynolds, David Whitney, Richard Whitney

diretor de Arte: Todd Rowland

desiGn dA CApA: Hal Mangold

lAyout Hal Mangold

desiGn GráfiCo

oriGinAl: Edge Entertainment

Gerente de produção: David Lepore

Gerente de mArCA

senior: Todd Rowland

diretor exeCutivo

Chefe: John Zinser

testAdor prinCipAl: Brian Bates

CRÉDITOS

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(5)

O Caranguejo . . . 47 A Garça . . . 48 O Dragão . . . .49 O Leão . . . 51 O Louva-a-Deus . . . 52 A Fenix . . . 54 O Escorpião . . . 55 O Unicórnio . . . 57

Terras Sombrias & a Aranha . . . . 58

Passatempos e Entretenimentos . . . 59

Jogos de Estratégia . . . 60

O Jogo das Cartas . . . 61

Leitura . . . 62 O Bonge . . . 62 Novas Mecânicas . . . 63

Capítulo Três:

Estrutura Social . . . .66

A Ordem Celestial . . . 68

O Mandato dos Céus . . . 68

O Imperador . . . 69

O Kuge, Os Servos do Imperador . . . 70

O Buke, Servos do Kuge . . . 72

Ronin . . . 73 Budoka e Ashigaru . . . 74 O Clero . . . 75 O Bonge . . . 76 Os Hinin . . . 77 Os Gaijin . . . 78 As Terras Sombrias . . . 78 Novas Mecânicas . . . 79

Capítulo Quatro: Política . . . . 82

Os Acontecimentos na Corte . . . 84

A Corte Imperial. . . 85

As Cortes dos Campeões de Clã . . 87

As Cortes de Família . . . 88

As Cortes dos Clãs Menores . . . 89

Cortes Provinciais . . . 90 Posições de Poder. . . .91 Os Escolhidos do Imperador . . . .91 O Conselheiro Imperial . . . . . 91 O Chanceler Imperial . . . . 91 O Arauto Imperial . . . .92 O Tesoureiro Imperial . . . .92 O Xogun do Império . . . .93 A Voz do Imperador . . . . 95

Os Campeões das Joias . . . 95

O Campeão de Esmeralda . . . . 95

O Campeão de Jade . . . .97

O Campeão de Ametista . . . . .97

O Campeão de Turquesa . . . . .98

O Campeão de Rubi . . . .99

Sumário

O Campeão de Topázio . . . .99

Cargos Semelhantes . . . .99

A Vida do Cortesão . . . 100

A Arte do Insulto . . . 100

As Cortes do Império: O Que Esperar & Como se Portar . . . 100 O Clã Caranguejo . . . .100 O Clã Garça . . . . 101 O Clã Dragão . . . . 102 O Clã Leão . . . . 102 O Clã Louva-a-Deus . . . . 102 O Clã Fênix . . . . 103 O Clã Escorpião . . . . 104 O Clã Unicórnio . . . . 105 Os Clãs Menores . . . . 105

As Cortes dos Ronin . . . . 106

As Famílias Imperiais . . . . 107

O Clã Aranha . . . . 107

Ajuda para o Jogo: Eventos Aleatórios na Corte . . . 108

Novas Mecânicas . . . .109

Capítulo Cinco: As Artes . . .112

O Papel das Artes . . . .114

Dança . . . .115 Ikebana. . . .116 Paisagismo de Jardins . . . .116 Pintura . . . .116 Poesia (Waka) . . . .117 Literatura em Prosa . . . .118 Escultura . . . .118 Contação de Histórias . . . .119 Tatuagem . . . .119 Cerimônia do Chá . . . 120 Teatro . . . 120

Tradições Artísticas Proeminentes . .121 Os Artistas Kakitas . . . .121 Os Artesãos Shiba . . . 122 Os Bardos Ikoma . . . 122 Novas Mecânicas . . . 123

Capítulo Seis:

Dinheiro e Comércio . . . .126

Dinheiro em Rokugan . . . 128

Dinheiro e o Bonge: Mercadores . 128 Dinheiro e o Bonge: Plebeus . . . .129

Dinheiro e o Clero . . . .129

Rotas Mercantes: Terrestres . . . . 130

Rotas Mercantes: Fluviais . . . 132

Rotas Mercantes: Marítimas. . . . 133

Navios Rokugani . . . . 134

Agricultura, Mineração e Artesanato . . . 135

Uma Mercadoria Vital: Papel . . . . 136

Fornecimento e Demanda Regional . 136 As Terras do Caranguejo . . . 136

Introdução . . . .8

Capítulo Um: Geografia . . . . .14

Meio Ambiente e Terreno . . . 16

Florestas . . . 20 Planícies . . . 22 Litoral . . . 24 Vida Selvagem . . . 26 Flora . . . 26 Fauna . . . 28 As Terras Neutras . . . 29

Os Perigos das Terras Neutras . . . 29

Riscos e Recompensas . . . 29

Ruínas e Lugares Esquecidos . . . . 30

Novas Mecânicas . . . 31

Capítulo Dois: Costumes . . . . .34

Cerimonial e Cotidiano . . . 36

O Samurai . . . 36

Monge . . . 37

O Bonge . . . 37

Os Marcos de uma Vida . . . 39

Nascimento e Morte . . . 39 A Cerimônia do Gempukku . . . 40 Casamentos . . . .41 Presentear . . . 42 Hóspedes e Anfitriões . . . 43 Comida em Rokugan . . . .44

Os Costumes Culinários dos Clãs . .44 O Caranguejo . . . .44 A Garça . . . .44 O Dragão . . . .45 O Leão . . . .45 O Louva-a-Deus . . . .45 A Fênix . . . .45 O Escorpião . . . .45 O Unicórnio . . . .46 As Terras Sombrias . . . .46 Pauzinhos . . . 46

Costumes Particulares dos Clãs Maiores . . . 47

Império Esmeralda

(6)

As Terras da Garça . . . . 137 As Terras do Dragão . . . . 137 As Terras do Leão . . . . 137 As Terras do Louva-a-Deus . 138 As Terras da Fênix . . . . 139 As Terras do Escorpião . . . . . 139 As Terras do Unicórnio . . . . . 140 As Propriedades dos Imperiais e dos Clãs Menores . . . . 141

Preço, Disponibilidade e a Maldição dos Itens Interessantes . . . .142

Ferramentas Opcionais para o Mestre: Disponibilidade de Mercadorias . .142 Novas Mecânicas . . . .143

Capítulo Sete:

Lei e Ordem . . . .148

A História da Aplicação das Leis em Rokugan . . . 150

Desenvolvimentos Legais Iniciais 151 A Era de Saibankan e Hatsuo . . . 152

Oficiais e Organizações. . . 152 Agentes Plebeus . . . 152 Yoriki (Delegados). . . 153 Magistrados de Clã. . . .154 Magistrados de Esmeralda . . . .154 A Autoridade do Magistrado de Esmeralda . . . .155 Jurisdição . . . .155 Responsabilidades . . . 156 Restrições . . . .157 Direitos . . . 158 Crimes e Castigos . . . 160 Conduta Desonrada . . . 160 Corrupção . . . .161

Violência Contra Pessoas . . . 162

Crime Organizado . . . 163

Traição . . . .164

Criminosos do Império: Bandidos . 166 Criminosos do Império: Gangues . . 167

Criminosos do Império: Piratas . . . 167

Caixa de Ferramentas do Mestre: Quem São Esses Fora-da-lei? . . . .169

Novas Mecânicas . . . 170

Capítulo Oito: Religião . . . . .174

As Religiões de Rokugan . . . 176

A Veneração dos Kamis . . . 176

Os Regentes do Tengoku . . . .177 As Sete Fortunas . . . . 178 As Fortunas Menores . . . . 179 Os Dragões Celestiais . . . 186 Shintao . . . 187 O Tao e o Embrião da Irmandade . . . . 188 A Filosofia e Influências Shintaoistas . . . . 190 Práticas e Templos da Irmandade . . . . 190 Disciplinas da Irmandade . . . 193 Fortunismo . . . .194 Shugenja e Fortunismo . . . . 197

Santuários, Templos e Monastérios .197 Santuários . . . .197

Templos . . . .199

Monastérios. . . .199

Shinden . . . .199

O Nascimento e a Morte dos Deuses 200 Festas Religiosas do Império . . . 202

Novas Mecânicas . . . 206

Capítulo Nove: Educação . . .210

Educação em Rokugan . . . 212

O Sistema de Aprendiz e o Sistema de Dojô . . . 212

Métodos Comuns de Instrução . . 213

Estudos Acadêmicos . . . 215

Instituições Educacionais . . . 215

O Dojô Típico . . . 215

O Templo Típico . . . 216

A Escola de Corte Típica . . . 217

A Academia de Artes Típica . . . . 218

Graduação: A Cerimônia do Gempukku . . . 218

O Ano de Peregrinação . . . .219

Educação Contínua . . . .219

Caixa de Ferramentas do Mestre: Estudantes em Treinamento . . . . 220

Os Dias de Dojô . . . 220

Novas Mecânicas . . . 221

Capítulo Dez: Guerra . . . .224

O Papel do Bushi em Rokugan . . . 226

Os Postos de Trabalho dos Bushis . . . 226 Tradições Militares . . . 227 Clã Caranguejo . . . .227 Clã Garça . . . .228 Clã Dragão . . . .228 Clã Leão . . . .229 Clã Louva-a-Deus . . . .229 Clã Fênix . . . .229 Clã Escorpião . . . .229 Clã Unicórnio . . . . 231 As Terras Sombrias . . . . 231 Organizações Militares . . . 231

O Sistema Tradicional de Patentes 231 A Estrutura Tradicional de Unidades . . . 232

Comandos & Forças Especiais . . 233

Clã Caranguejo . . . . 233 Clã Garça . . . . 233 Clã Dragão . . . .234 Clã Leão . . . .234 Clã Louva-a-Deus . . . . 235 Clã Fênix . . . . 235 Clã Escorpião . . . . 235 Clã Unicórnio . . . .236 Exércitos das Terras Sombrias . . . .236 Legiões Imperiais . . . . 237

Travando uma Guerra em Rokugan . 239 Logística . . . 239

Manobras e Batalhas . . . 240

Cercos . . . 242

Arte Marcial em Rokugan . . . .244

Oportunidades Heroicas em Guerra de Cerco . . . 246 Novas Mecânicas . . . 247

Capítulo Onze:

O Mundo Afora . . . 250

A Xenofobia em Rokugan . . . 252

As Nações Gaijin Conhecidas . . . 254

Os Reinos de Marfim . . . 254 O Reino de Merenae . . . 255 O Império Senpet . . . 255 O Reino de Thrane . . . 256 As Tribos Yobanjin . . . 257 O Império Yodotai . . . 258 O Califado de Medinaat al-Salaam . . . 259

Apêndice Um: Glossário . . . 262

Apêndice Dois:

O Caminho do Daimyô . . . . 276

Jogando em Apostas Mais Altas . . . 276

Cargos de Samurais . . . 277 Embaixador . . . . 277 Governador . . . . 277 Abade do Templo . . . . 277 Mestre Sensei . . . . 277 Patrono Mercante . . . . 277 Senhor da Guerra . . . . 277 Pontos de Dever: Uma Visão Geral . . . 278

Mudanças nas Vantagens Existentes . . . . 279 Opções e Características de Embaixador . . . 279 Opções e Características de Governador . . . 282 Opções e Características de Abade do Templo . . . 284 Opções e Características de Mestre Sensei . . . 286 Opções e Características de Patrono Mercante . . . 288 Opções e Características de Senhor da Guerra . . . 290

Index . . . .296

Império Esmeralda SUMÁRIO

(7)
(8)
(9)

8

Bem vindo à Rokugan

(10)

dante com cuidado. "Ele entendeu o seu lugar dentro do clã e nunca o questionou. Um vassalo bom e obediente, é o que todos dizem". "Obrigado, meu senhor."

O homem estava diante do estudante, com as mãos dobradas. "Você sabe quem eu sou?"

"Você é o mestre sensei do dojô", o estudante respondeu. "Meu sensei é um dos seus subordinados."

"De fato ele é", o sensei concordou. "E como você chegou a esta sala, discípulo?"

O menino franziu a testa muito ligeiramente por trás da máscara de pano.

"Mestre Jotô instruiu que eu me reunisse a vários outros estudantes nesta sala. Ele me disse isso na primeira luz desta manhã". "Entendo", disse o sensei. "E, no entanto, nada aconteceu. Você é o único aqui. Você não acha isso estranho?"

"Eu acho", o estudante admitiu, claramente desconfortável. "Ocorreu-lhe que você pudesse ter vindo ao local errado?" "Não".

O sensei ergueu as sobrancelhas. "Não há nenhuma chance de que você ter interpretado mal o seu sensei?"

"Não, meu lorde", disse o estudante imediatamente. "Você parece ter certeza".

"Lembro-me muito claramente de quais eram as minhas instruções, sensei", ele respondeu. "Eu cometi erros desde que cheguei ao dojô, para ser franco, mas eu não ouço as coisas de forma incorreta".

O

sol há muito havia subido alto no céu da tarde e começava a sua descida em direção ao horizonte, e durante todo esse tempo o jovem estudante sentou-se na sala sozinho. Ocasio-nalmente, ele olhava para a pintura elaborada de um mon do Escor-pião que dominava a parede mais ao norte da sala, ou, ocasional-mente, suspirava ligeiramente e impacientemente da maneira como os jovens de sua idade, pouco mais do que os meninos, eram propensos a fazer. Mas durante a maior parte, ele simplesmente se sentou e esperou. Por que, ele não sabia, mas, no fim, isso não importava. Ele simplesmente esperou.

"Se não me engano," uma voz interrompeu seu devaneio silencioso, "você perdeu a sua refeição do meio-dia".

O estudante olhou por cima do seu ombro e rapidamente abaixou a cabeça respeitosamente. "Sim, meu lorde", disse ele calmamente. O homem na porta considerava o garoto curiosamente.

"Será que isso não o aflige? Estou bem ciente da alta conta que os homens mais jovens mantêm por suas refeições".

"É uma infelicidade", o estudante admitiu. "No entanto, eu já fiquei sem comida antes, mestre".

"Ah sim," o homem disse, caminhando lentamente em torno da circunferência da sala. "Você foi criado em uma província muito rural, não foi? Seu pai era um magistrado de um pequeno ramo da família Bayushi, se bem me lembro".

Se o estudante estava alarmado com o conhecimento do homem, ele não demonstrou. "Sim, meu senhor, isso está correto."

"Seu pai foi um homem que abraçou o seu dever apesar de disso ser um pouco sem brilho e longe de ser glorioso". Ele olhou para o

estu-9

INTRODUÇÃO

Bem V

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Contemple o Império

Esmeralda!

Bem-vindo ao segundo volume de Império Esmeralda! Além de ser o segundo suplemento para o jogo de RPG Lenda dos Cinco Anéis, 4ª Edição, esta é a segunda edição do suplemento Império Esmeralda, o guia definitivo do cenário de Rokugan. O primeiro Império Esme-ralda, originalmente impresso para a nossa terceira edição, continua a ser um dos nossos livros mais populares de todos os tempos, bem como um dos mais difíceis de se encontrar. Nós tivemos mais pedidos para uma nova impressão do livro do que todos os outros suplementos esgotados combinados! Então, quando chegou a hora de avaliar o nosso cronograma de primeiros lançamentos para a 4ª Edição, a opção de atualizar o texto e reimprimir o livro parecia ser óbvia. Para aqueles de vocês que são novos nesta linha, a pergunta que você pode ter é, qual é o propósito deste livro? E, claro, aqueles que são fãs de longa data estão, sem dúvida, se perguntando o que há de novo neste livro. Vamos responder ambas as perguntas.

Em primeiro lugar, Império Esmeralda é o guia definitivo para a cultura samurai como ela existe no Império de Rokugan. Se você olhar para o Livro do Ar do nosso livro de regras da 4ª Edição como uma introdução, então este é o curso universitário completo. É um exame exaustivo de todos os diferentes aspectos da sociedade que um jogador ou Narrador precisa compreender a fim de enriquecer os seus jogos com um pouco mais de detalhe e (ousamos dizê-lo?) realismo. O objetivo do livro é fornecer mais do que apenas impressões superfi-ciais, mas permitir que um indivíduo realmente compreenda e retrate tanto o mundo quanto os personagens dentro dele de uma forma consistente e individualizada que preserve o tema e a distinção de todos os seus habitantes. E, claro, também queremos lhes dar algumas mecânicas novas para desfrutar em sua campanha, mas vamos falar mais sobre isso um pouco mais a frente.

Para aqueles que estão familiarizados com a nossa edição ante-rior, sem dúvida você está se perguntando o que há de diferente nesta versão de Império Esmeralda. Tenha certeza de que esta não é simplesmente uma reimpressão! O material contido aqui foi subme-tido a um ciclo de edição completamente novo, garantindo a alta qualidade que você passou a esperar com base em nosso livro de regras, e removendo todos os materiais controversos ao mesmo tempo em que garante que o livro tenha o maior valor possível para os Mestres de todas as eras. Mais importante, nós também aprovei-tamos a oportunidade para apresentar material novo em cada capí-tulo (e ainda adicionamos um novo capícapí-tulo!) para garantir que o tratamento do cenário seja o mais abrangente possível. Este livro contém pelo menos 25% de conteúdos totalmente novos, além da revisão do material já existente, e as mecânicas foram tanto exten-sivamente testadas quanto baseadas nos pedidos dos fãs. Neste livro você encontrará o seguinte:

Capítulo 1: Geografia é uma expansão da descrição das terras

que aparece no Livro do Ar da 4ª Edição. Ele discute a localização e detalhes das principais características geográficas, como cadeias de montanhas, regiões costeiras, grandes extensões de planícies, e discute as vantagens e desvantagens das terras neutras que existem entre as fronteiras dos Clãs Maiores. Ele também discute alguns dos lugares esquecidos que pontuam os nichos e cantos do Império Esme-ralda, que alguns Mestres podem achar interessante usar como cená-rios para suas próprias aventuras. E que melhor destaque de mecânica para discussões geográficas do que o Bushi Shinjo, os batedores de elite e alguns dos melhores cavaleiros de toda Rokugan.

"Entendo", disse o sensei. "Como você explica esta situação?" "Eu suponho que isto seja uma espécie de teste do sensei Jotô, meu lorde".

O sensei sorriu. "Há outra opção que lhe ocorre, é claro." O menino olhou para baixo e não disse nada.

"Fale", o sensei ordenou.

"É possível que o sensei Jotô tenha cometido um erro", o menino disse calmamente. "Eu não desejo contestar a honra do meu sensei." "Claro que não, mas a possibilidade existe, não é?" O sensei assentiu. "Você é tão sagaz como me foi dito".

O estudante se contorceu um pouco, mas não pôde conter sua curio-sidade. "Quem falou de mim para você, mestre? Se posso perguntar". "E quem não falou?", disse o sensei. "A maioria de seus sensei mencionou o seu nome. Você é muito jovem, e apenas começou a sua formação, e ainda assim os seus talentos inatos e a velocidade e precisão com que você domina as tarefas causou uma boa impressão. Ainda mais porque a sua educação rural e falta de exposição às tradi-ções e costumes, mesmo as mais comuns dentro do Império, deveriam ter feito você começar seu treinamento em desvantagem".

O menino olhou para baixo novamente. "Eu sou indigno de tal apreço, mestre."

"Eu não considero afirmação apreço de fato", disse o sensei. "E teremos que trabalhar para purgar esta modéstia de você, eu acho. Um vassalo verdadeiramente útil aceita tanto os seus pontos fortes quanto fracos e pode enfrentá-los sem constrangimento". Ele olhou para o menino mais de perto. "Você deseja ser um vassalo útil, eu creio?”

"Sim, mestre", o estudante disse ansiosamente.

"Muito bem, então", disse o sensei. "A partir deste momento você será meu discípulo pessoal. Você não vai mais se reportar ao sensei Jotô e aos outros, mas se reportará a esta sala, a minha câmara de treinamento pessoal, ao amanhecer de cada manhã. No entanto, você vai continuar a residir no dormitório". Ele fez uma pausa. "Seu status como meu discípulo provável vai atrair a ira de seus companheiros. Você compreende isso?"

"Não será uma preocupação", disse o estudante.

"Muito bom", disse o sensei. "Você está dispensado para comer a sua refeição do meio-dia, apesar de ser tarde". Ele fez uma pausa. "Você tem alguma coisa que você gostaria de dizer?"

O menino se ergueu trêmulo, um pouco instável por causa da quan-tidade de tempo gasto sentado no chão duro de madeira. Ele fez uma reverência profunda. "Eu não sou digno desta grande honra, mestre". Ele se levantou e olhou o sensei nos olhos. "Mas eu vou ser." O sensei abriu um largo sorriso. "Sim, eu acho que você vai."

10

Bem vindo à Rokugan

(12)

quais as punições severas que podem ser aplicadas contra aqueles que os cometem. Devido à importância do capítulo, ele inclui não uma, mas duas propriedades mecânicas: os Magistrados Doji e os seus homólogos, os Magistrados Soshi.

Capítulo 8: Religião lança um olhar sobre os sistemas religiosos de

Rokugan. A religião é uma faceta integrante da vida de cada samurai honrado, e este capítulo aborda todos os aspectos disso, incluindo não só o estudo do Tao de Shinsei, mas a reverência às Fortunas do Tengoku e ao culto dos ancestrais que é tão prevalente entre as famí-lias de samurais. Embora seja bastante óbvio como a religião se rela-ciona com a vida da casta clerical, os shugenja, este capítulo também analisa a forma como ela pode afetar as atividades diárias tanto de bushis quanto cortesãos, para não mencionar os estranhos monges da Irmandade de Shinsei. A diversidade de religião do Império Esme-ralda pode ser vista nas ramificações da Escola Avançada Exemplar

Negro, uma opção mecânica disponível apenas para os mais devotos

dos guerreiros do Clã Aranha.

Capítulo 9: Educação mostra a importância vital da educação

para uma cultura dominada por guerreiros letrados. Do dojô do bushi até o templo do shugenja e as academias onde os cortesãos de cada geração são treinados, bem como a miríade de diferentes cerimô-nias de gempukku que são realizadas por todo o Império. Alguns dos métodos de ensino mais estranhos são examinados, incluindo o enigmático Espadachim Taoísta do Clã Dragão.

Capítulo 10: Guerra é, talvez, a mais relevante das aspirações

do samurai comum, pois não há destino melhor para um guerreiro honrado do que matar e morrer no campo de batalha em nome de seu lorde. Este capítulo lança um olhar sobre as funções militares tradicionais preenchidas por muitos samurais, bem como as tradições militares e organizações únicas dentro de cada clã e outras unidades, como as Legiões Imperiais. Como um exemplo de tipo de filosofias marciais únicas que existem dentro dos diferentes clãs, os Hida Prag -máticos são a propriedade mecânica deste capítulo.

Capítulo 11: O Mundo Afora é um breve olhar sobre o pouco que

se sabe sobre as terras que podem ser encontrados além das fronteiras de Rokugan. Estas informações são intencionalmente escassas, desti-nadas a estimular a imaginação de cada Narrador que deseja sediar suas campanhas como parte de um mundo maior.

Apêndice 1: Glossário é um simples olhar nos diversos termos

importantes que muitos jogadores novos podem não estar familiari-zado. A seção inclui todos os principais nomes de família do Império, bem como as patentes militares tradicionais e posições políticas, incluindo a poderosa posição militar de rikugunshokan e a posição política essencial de Hatamotô.

Apêndice 2: Caminho do Daimyô é uma atualização dos sistemas

originalmente incluídos no suplemento de mesmo nome da Segunda Edição. Estas regras opcionais destinam-se a permitir que cada Narrador inclua seu jogador nos acontecimentos do Império em uma escala muito maior, permitindo-lhes exercer os cargos de daimyô, sensei, abade do templo, e outros cargos importantes.

Capítulo 2: Costumes examina as tradições e rituais que

preen-chem a vida de todo ser vivente no Império. Os níveis mais comuns do sistema de castas do Império são examinados, assim como marcos importantes, como o nascimento, a morte, a cerimônia do gempukku e a oferta de presentes entre os diferentes clãs. Cada Clã Maior tem uma seção detalhando seus rituais e costumes exclusivos, bem como os Clãs Menores e as famílias Imperiais. A mecânica deste capítulo inclui a Escola Avançada do Defensor de Clã Menor, que é uma excelente maneira de destacar os costumes e práticas únicos dos Clãs Menores, em comparação com as suas contrapartes dos Clãs Maiores.

Capítulo 3: Estrutura Social lança um olhar sobre a rígida

estru-tura social que o Império conhece como a Ordem Celestial. Não simplesmente um sistema de castas sociais, mas uma parte inte-grante das crenças religiosas da nação, a estrutura social de Rokugan começa com o Imperador e se estende para baixo para incluir não só os samurais dos Clãs Maiores e Menores, mas os membros do clero, guerreiros de camponeses treinados e o mais humilde eta. Para destacar a natureza rígida da sociedade, a Escola Avançada Descen -dente Imperial é a mecânica de destaque deste capítulo.

Capítulo 4: Política examina o ambiente acirrado das cortes que

domina o ambiente social em Rokugan. Ele examina os diferentes níveis de cortes e sua importância relativa, desde a Corte Imperial do Imperador até as simples cortes provinciais mantidas por inúmeros governadores em todo o Império. Um exame mais aprofundado do poder e prestígio comandado pelos Escolhidos do Imperador e os Campeões das Joias também está incluso. Para realçar o lado sinistro da política de Rokugan, incluímos a Sombra do Leão dos Ikoma, um grupo popular nas edições anteriores e outrora conhecido como Mestres Espiões Ikoma.

Capítulo 5: As Artes é um conteúdo completamente novo, e detalha

a prática das artes na sociedade samurai, algo que muitos membros da casta frequentemente negligenciam em favor do caminho do guer-reiro ou os pergaminhos de um sacerdote. O capítulo discute como as artes influenciam na política e na diplomacia do Império, bem como a forma como cada clã em particular aborda as artes de forma diferente. O Artesão Shiba, uma das instituições mais tradicionais de artes de Rokugan, destaca o conteúdo do ponto de vista mecânico.

Capítulo 6: Dinheiro e Comércio examina a estranha e às vezes

paradoxal economia do Império Esmeralda. O capítulo discute o papel que o dinheiro desempenha na vida das diferentes castas dentro do Império. Ele também aborda as questões de disponibilidade de merca-dorias, as principais rotas mercantes por todo o Império e em suas águas costeiras, e as importações e exportações dos diversos clãs. O destaque da mecânica neste capítulo é a Escola Avançada Capitão de

Kobune, um dos elementos-chave da economia do clã.

Capítulo 7: Lei e Ordem é um capítulo importante devido ao papel

importante que os sistemas de aplicação das leis do Império desem-penham em muitas campanhas. Este capítulo detalha não só a auto-ridade dos Magistrados de Esmeralda, mas aquela dos Magistrados de Jade e muitas tradições proeminentes de magistrados dentro das fileiras dos Clãs Maiores. Além disso, o capítulo discute os diferentes atos considerados criminosos pelo sistema de justiça do Império, e

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INTRODUÇÃO

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Capítulo Um

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O

jovem estudante olhou para o conjunto de bancadas perante ele, cada uma contendo um mapa detalhado de uma única província. Ele franziu a testa diante da grandiosidade do conjunto e suspirou levemente.

“Alguma coisa o incomoda, meu jovem?”

O estudante virou-se para a porta de sobressalto, inclinando-se profundamente. “Me perdoe, sensei! Não pretendia ser rude!”

“Você desaprova a sua atribuição?” O sensei caminhou entre as bancadas, passando um dedo por um dos grandes pergaminhos onde os mapas foram inscritos.

“Eu nunca desaprovaria, mestre”, o estudante respondeu imediatamente.

O sensei sorriu. “É claro que não. Você é um estudante. No entanto… peço que expresse as suas preocupações.”

O estudante franziu a testa sob sua máscara simples de pano e se contorceu. “É só que… se não fosse pela minha fé em seus ensinamentos, mestre… eu ponderaria se talvez não haveria algo que aproveitasse melhor o meu tempo.”

Dessa vez o sensei riu francamente, o som ecoando pela câmara. “Uma excelente resposta! Talvez você devesse treinar para ser um cortesão!” Vendo o garoto visivelmente pálido, ele gesticulou para retirar o comentário. “Uma piada, meu jovem, não se assuste.” Ele se deteve por um instante. “Você conhece a história de Daidoji Yuri?” O garoto pensou por um momento, seu cenho franzido. “Não me recordo desse nome, mestre.”

“Daidoji Yuri era um batedor do Clã Garça, e guardava um rancor terrível contra o Clã Leão pela morte de seu irmão.” O sensei balançou um dedo. “Você nunca deve permitir que a emoção obscureça o dever. Entretanto, foi isso que Yuri fez, e isso o levou a assumir grandes riscos. Uma vez, ele se aventurou demasiadamente adentro das províncias do Leão, e foi detectado. A patrulha do Leão contava com

pelo menos dez homens, e perseguiu-o de volta para as províncias da Garça. O que você acha que aconteceu? “

“Em desvantagem de dez para um? A menos que ele tenha alcançado reforços, há muito pouca chance de sobrevivência.”

“Geralmente correto”, disse o sensei. “No entanto, Yuri sobreviveu. Seus perseguidores não.”

O estudante ficou boquiaberto. “Como, mestre?”

“Conhecimento superior do terreno”, o sensei respondeu, apontando para os mapas. “A família Daidoji é conhecida por sua exigente atenção aos detalhes em sua terra natal. Frequentemente eles estão em desacordo com o Leão, um clã muito mais numeroso, e explorando as características do terreno, utilizando fossos, pântanos, até mesmo algumas armadilhas deliberadas, é uma das formas que os Daidoji usam para proteger o Clã Garça.”

O estudante olhou para os mapas com interesse renovado. “Isso é incrível, mestre. Todos os Daidoji são tão hábeis?”

“Muitos são”, disse o sensei. “Seja sempre cauteloso ao lidar com eles. Mas mesmo eles com seus níveis de habilidade são frequentemente superados por membros da família Shinjo do Clã Unicórnio. Ninguém sabe como explorar melhor as características do terreno a fim de utilizá-las em manobras tácticas contra o inimigo.” Ele fez uma pausa. “Bem, talvez os Akodo, mas mesmo assim não em questão de cavalaria, e os Akodo são muito intransigentes com sua honra para permitir o uso de táticas ligeiramente questionáveis de tal natureza.”

“Os Shinjo,” o estudante refletiu.

“De fato, sim”, disse o sensei. “Você já ouviu falar do conto de Shinjo Tsuro?” Ele sorriu. “Você vai gostar desse.”

Capítulo um

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GEOGRAFIA

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Meio Ambiente e Terreno

Como já foi descrito brevemente no livro básico de Lenda dos Cinco Anéis 4ª Edição, as terras do Império Esmeralda apresentam uma ampla variedade de terrenos. Montanhas majestosas separam-no dos desertos escaldantes ao oeste e das estepes misteriosas ao noroeste. Outra grande cadeia de montanhas, as Montanhas da Espinha do Mundo, passa pelo meio do Império, separando a terra em duas partes distintas. Grandes colinas jazem aos pés destas montanhas, e terras alagadas e outros morros podem ser encontrados por todo o Império. Florestas fechadas de coníferas são abundantes no norte, enquanto que no sul e nas ilhas do Louva-a-Deus, selvas com árvores exóticas são comuns. Entretanto, a maior e mais estranha floresta de todas é a lendário Shinomen Mori. Vasta e pouco explorada, esta grande floresta ainda é um mistério para a maioria das pessoas que habitam o Império Esmeralda.

Rokugan também possui várias planícies extensas. Indo dos campos dourados no noroeste das terras do Unicórnio até as grandes terras agrícolas dos Clãs Leão e Garça, uma boa parte de Rokugan é um grande planalto de pradarias planas e férteis.

A longa costa Rokugani tem aspectos variados. No norte, as praias são estreitas e preenchidas com pedras lisas. Em vários locais, as correntes frias do oceano setentrional arremessam suas ondas contra penhascos altos. No centro de Rokugan, aonde as Montanhas da Espinha do Mundo chegam ao litoral, a costa é uma escarpa impres-sionantemente alta que oferece poucos locais para os navios atracar. Os assentamentos da Garça ao longo da costa são os únicos portos seguros nesta parte do Império. A costa sul é mais rasa, com muitas praias e mangues litorâneos.

Montanhas

Os Rokugani reverenciam as montanhas como os locais onde os espíritos antigos habitam. Em tempos pré-imperiais, poucas pessoas ousaram se aventurar nas montanhas por medo de encontrar um espírito malévolo. Apenas os homens e mulheres mais sagrados e espiritualmente iluminados se dispunham a aventurar-se nas regiões montanhosas, construindo templos e mosteiros em locais remotos onde eles podiam reverenciar seus deuses em paz, longe de olhos curiosos. Entretanto, quando o Império surgiu e cresceu, a densi-dade populacional e uma necessidensi-dade crescente de recursos, tais como metal e pedra, incentivou a colonização dos sopés vizinhos aos grandes picos. Em tempos modernos muitos castelos e fortalezas fortificados também se erguem no meio das montanhas altivas, guar-dando passos estrategicamente localizados e protegendo as pessoas que trabalham nas minas próximas. Dito isto, mesmo no século XII, a maior parte das grandes cadeias de montanhas permanece inexplo-rada, incógnita, e indomável.

As montanhas possuem um lugar especial nos corações do povo Rokugani. Elas não são apenas bonitas e majestosamente

grandes, exemplos perfeitos da glória da natureza que a arte Rokugani reverencia, mas também guardam mistérios insondáveis e perigos incomuns, incluindo feras estranhas raramente encontradas em outros lugares.

As três maiores cadeias de montanhas do Império formam grandes barreiras naturais que não podem ser facilmente cruzadas. A Cordilheira Seikitsu, ou Montanhas da Espinha do Mundo, divide o Império em dois, cortando Rokugan em um padrão irregular que desce das terras isoladas do Clã Unicórnio ao noroeste até as terras arrendadas pela Garça na costa sudeste. As Yugure Yama, ou Montanhas Crepúsculo, cortam as terras do Caranguejo e ajudam a proteger a fronteira sudoeste do império contra as Terras Sombrias, com o reforço de uma cordilheira secundária conhecida como a Muralha Acima do Oceano. A terceira grande cordilheira, a Kyodai ano Kabe sano Kita, ou Grande Muralha do Norte, isola o Império das estepes abertas e desertos sem trilhas das Areias Ardentes, e ajuda a prevenir as incursões dos membros das tribos gaijin ao norte. Juntas, estas três cadeias de montanhas desempenharam um papel importante na história de Rokugan e, sem dúvida, ajudaram a forjar a cultura, caráter e sistema de valores dos seus habitantes.

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Com exceção de um punhado de passos, não há nenhuma maneira fácil de atravessar as Montanhas da Espinha do Mundo. Na verdade, viajar por estas montanhas é tão difícil que os raríssimos passos que atra-vessam elas são de grande importância estratégica. Poucos viajantes se arriscam a cruzar estas montanhas por fora dos passos, e poucos exploradores percorreram os vastos territórios não cartografados no centro desta impressionante cadeia de montanhas.

As Montanhas da Espinha do Mundo se estendem por um caminho irregular ao longo do Império, desde o território noroeste do Unicórnio até a costa sudeste. Os picos altos e íngremes da Espinha do Mundo ficam cobertos com gelo e neve durante o ano todo, e revelam pouca vegetação, salvo pelos líquenes e musgos ocasionais que de alguma forma se agarram à rocha nua. Abaixo da linha de neve, arbustos coníferos corpulentos e surpreendentemente resistentes crescem onde quer que raras porções de terra estejam disponíveis. Em altitudes um pouco mais baixas, grupos de árvores começam a aparecer, unindo-se como se fosse para se protegerem do vento e da chuva, com raízes fortes que cavam profundamente o solo. Nestes locais o solo é uma mistura de pedras irregulares e terra negra, rico o suficiente para permitir que diferentes tipos de vegetação cresçam, mas perigoso o suficiente para desencorajar qualquer viajante de escalá-los. No sopé das Montanhas da Espinha do Mundo há colinas que separam os picos rochosos das planícies e vales circundantes, algumas vezes gradualmente e outras vezes abruptamente. Como as próprias montanhas, a fauna e flora destas colinas variam de uma região de Rokugan para outra, mas elas geralmente oferecem uma combinação mais variada de vida do que os picos mais altos e frios.

Devido à extensão extraordinária que a Espinha do Mundo cobre, a cordilheira apresenta vários aspectos distintos para o povo de Rokugan. No noroeste, as colinas que formam o sopé da cordilheira são tão vazias quanto às montanhas altas, irregulares e com o topo coberto de gelo que desaparecem entre as nuvens. Nesta parte do Império Esmeralda, na fronteira externa das Terras do Unicórnio, as Montanhas da Espinha do Mundo são extremamente perigosas e apenas os muito corajosos – ou extremamente imprudentes – se atrevem a viajar por entre elas. No entanto, também fica nesta região uma das poucas grandes passagens que atravessa a cordilheira. O Estreito de Iuchi, dentro das Terras do Unicórnio, é uma das poucas rotas que permitem a travessia

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mente seguras por entre a Espinha do Mundo, e o unicórnio se bene-ficia muito dos negócios e comércio que utilizam esta passagem.

Próximo de onde as Terras do Unicórnio fazem fronteira com as do Leão fica o Estreito Seikitsu. Até o século XII esta era uma passagem bem menor, mas após a destruição do Estreito Beiden durante a Guerra dos Espíritos ele foi alargado pelo mandato divino do Sol, e se tornou a rota principal para o comércio e viagens através da Espinha do Mundo. O passo conecta a fronteira leste das Terras do Unicórnio com a fronteira norte do território do Escorpião, e a questão sobre qual clã tem o direito de cobrar impostos e controlar o passo muitas vezes é controversa.

Um dos pontos mais altos em toda a cordilheira é a Montanha dos Sete Trovões, que se ergue na fronteira do território do Leão no coração de Rokugan. O Palácio Ikoma está localizado nas proximidades do sopé desta montanha de altura impressionante. Enquanto a Montanha dos Sete Trovões é extremamente alta, irregular e rochosa, as Montanhas da Espinha do Mundo como um todo são mais brandas nesta região do que são no noroeste. Embora os picos mais altos ainda sejam principalmente de pedra nua coberta por gelo e neve em seus cumes, no nível médio e em altitudes mais baixas as árvores e plantas são abundantes, e os flancos das montanhas são sempre verdes e com vida.

Ao sul da Montanha dos Sete Trovões fica o Estreito Beiden, outrora a grande passagem que cruzava as Montanhas da Espinha do Mundo. Por mais de mil anos, Beiden era a via principal através desta cordilheira, ligando as terras do Leão com as do Escorpião. Como tal, Beiden era foco contínuo tanto de comércio quanto de ações militares, com diversas guerras sendo travadas pelo seu controle. Durante o século XII, a passagem foi derrubada pelos shugenja do Imperador Toturi I no clímax do conflito conhecido como a Guerra dos Espíritos. Depois disso, a maioria das viagens através da Espinha do Mundo passou a usar o Estreito Seikitsu, embora ainda sejam possíveis

algumas expedições mínimas por meio de uma rede de passagens menores conhecidas como as Sombras de Beiden.

Como as Montanhas da Espinha do Mundo viram para o sul e para o leste, elas eventualmente encontram os climas mais quentes dos territórios da Garça. Nesta região, as montanhas formam uma muralha imensa que separa os campos do continente do mar. Embora a neve ainda cubra o topo desses picos, a vegetação cresce abundantemente em suas encostas mais baixas nesta parte do mundo, alimentada por chuvas frequentes. No extremo sul, a cordilheira das Montanhas da Espinha do Mundo termina abruptamente, quase parecendo que se derreteu no mar. Nesta região, florestas densas e mangues traiçoeiros cercam os picos costeiros.

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Menor do que as poderosas Montanhas da Espinha do Mundo, a cordi-lheira Yugure e sua ramificação, a Muralha Acima do Oceano, cobre uma parcela considerável das Terras do Caranguejo. Esta cadeia de montanhas domina a área que separa o Império das forças implacá-veis das Terras Sombrias, formando uma barreira natural contra os asseclas de Fu Leng. Por centenas de anos, o Clã Caranguejo usou as Montanhas Crepúsculo para ancorar a sua defesa obstinada do Império Esmeralda, e mesmo após a construção da famosa Muralha Kaiu as montanhas continuaram a desempenhar um papel importante na manutenção da segurança e do bem-estar de Rokugan.

As duras e rochosas Montanhas Crepúsculo não são tão elevadas como as outras duas grandes cordilheiras de Rokugan, mas elas são extremamente densas. A cordilheira é composta de inumeráveis picos irregulares, com um levando imediatamente ao próximo. Elas ficam cobertas com gelo e neve durante os meses de inverno, e durante o

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GEOGRAFIA

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verão os seus cumes são desprovidos de vegetação, revelando apenas rocha sólida. Mais abaixo em suas encostas, o terreno não é menos escarpado, e árvores e arbustos crescem apenas em grupos isolados, geralmente em vales e ao longo das margens do Rio da Resistência Final. Este rio corta as Montanhas de Crepúsculo e por grande parte de sua extensão forma uma fronteira natural entre o Império e as Terras Sombrias.

Viajar por qualquer parte destas montanhas é uma questão alta-mente perigosa. Em muitas áreas, o terreno é precário e o risco de deslizamentos de terra é extremamente elevado. Com exceção de um punhado de passagens estreitas, qualquer um que cruze estas monta-nhas tem que se esgueirar através de fissuras apertadas ou cruzar abismos profundos. Uma grande quantidade de predadores naturais faz das Montanhas Crepúsculo a sua morada, além disso, a porção sul da cadeia de montanhas também é infestada com criaturas das Terras Sombrias. Esta região sofre com a influência da Mácula, que distorce e transforma a sua natureza e aparência. O Clã Caranguejo implanta defesas elaboradas, incluindo armadilhas e patrulhas de bate-dores combativos. No entanto, após o século VII a verdadeira essência de todas as defesas do Caranguejo passou a ser a estrutura mais forte já construída pelo homem: a Muralha Kaiu, que se ergue a 30 metros de altura e cobre quase toda a extensão da fronteira com as Terras Sombrias. A Muralha do Carpinteiro está situada na margem norte do Rio da Resistência Final, e seus muros altos fazem com que as Monta-nhas Crepúsculo que se erguem por trás dela se pareçam ainda mais magnificas e impenetráveis.

Como mencionado, há diversas passagens através das Montanhas Crepúsculo, e a maioria destes caminhos ou é fortemente guarnecido ou protegido com armadilhas pelo Caranguejo. Todos aqueles que quiserem percorrê-las (por qualquer motivo) fariam bem em se fazer conhecer pelas autoridades do Caranguejo. A maior e, sem dúvida, a mais segura passagem através das Montanhas de Crepúsculo é a Kaiu Roka, ou Estreito Carpinteiro. Situada aproximadamente na metade da cordilheira do Crepúsculo, o Estreito Carpinteiro é o caminho mais fácil para se movimentar tropas entre fronteiras com as Terras Sombrias, e por isso tem sido amplamente utilizada pelo Caranguejo por centenas de anos.

A parte mais segura das Montanhas Crepúsculo é a área ao leste e ao norte da fronteira com as Terras Sombrias, especialmente a sua ramificação conhecida como a Muralha Acima do Oceano. Apesar dos muitos perigos encontrados nestas montanhas, elas suportam um número surpreendentemente grande de plantações de chá. De fato, grande parte do abastecimento de chá Rokugan vem desta área, a única parte das poderosas Montanhas Crepúsculo que são conside-radas civilizadas. Além disso, o sopé dessas montanhas possui ricos depósitos de ferro, e as minas do Clã Caranguejo são a principal fonte de riqueza e recursos para o clã.

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Bem como as Montanhas Crepúsculo formam uma barreira natural que ajuda a separar o Império Esmeralda das Terras Sombrias, a Kyodai na Kabe Sano Kita isola Rokugan das terras gaijin ao norte. Na verdade, a Grande Muralha do Norte é tão vasta que pouquíssimas pessoas no Império sabem realmente o que há além.

A Grande Muralha do Norte é, sem dúvida, a cordilheira mais impressionante em toda Rokugan, seus picos mais altos superam os da Espinha do Mundo. Os picos da Grande Muralha são cobertos por uma espessa camada de gelo durante todo o ano; de fato, muitas das montanhas são tão altas que até mesmo os seus contrafortes ficam cobertos de neve durante oito a nove meses do ano. A Grande Muralha não é tão irregular como as Montanhas Crepúsculo ou a Espinha do Mundo, e seus picos suavemente ondulados parecem se misturar uns aos outros, formando um conjunto unificado que é maravilhoso de se ver e perigoso para se explorar. Entre estas grandes montanhas do norte existem diversos vales profundos e isolados, muitas vezes com lagos ou riachos de montanha alimentados pelo derretimento dos picos supe-riores no verão.

As Histórias Imperiais:

A Morte Terrível de

Hida Amoro

Durante a era conhecida como a Guerra dos Clãs, o Clã Caranguejo abandonou o seu dever pela primeira e única vez, aliando-se com as forças das Terras Sombrias. O senhor do Caranguejo, Hida Kisada, acreditou erronea-mente que pudesse usar as forças das Terras Sombrias para tomar o trono, e em seguida usar as forças de um Império unido para se voltar e esmagar as Terras Sombrias para sempre. Eventualmente ele acabaria aprendendo em primeira mão a magnitude de seu erro, enquanto isso as forças do Caranguejo lutaram ao lado das de Fu Leng.

Um dos soldados mais mortais de Kisada naquela guerra era um berserker lendário chamado Hida Amoro, um homem cuja capacidade para fúria parecia infinita e cuja habilidade no campo de batalha era devas-tadora para os inimigos do clã Caranguejo. Infelizmente, Amoro era quase tão mortal para seus companheiros Caranguejo como era a seus inimigos – quando envolvo em sua fúria de batalha ele derrubava todos ao seu redor. Kisada estava pronto para lavar suas mãos em relação à Amoro depois de uma batalha em que o Berserker matou mais de cem soldados do Caranguejo, mas Kuni Yori, o daimyô da família Kuni, propôs uma solução. Yori tinha concebido a aliança com as Terras Sombrias e já estava começando a sentir a influência da Mácula em sua mente. Usando um ritual Maho pavoroso, ele criou uma legião de soldados mortos-vivos para lutar ao lado Amoro, soldados que não poderiam ser mortos pela violência furiosa de Amoro. Ele também forneceu a Amoro um amuleto que lhe permitia controlar os soldados zumbis.

Com seus novos seguidores mortos vivos ao seu lado, Hida Amoro tornou-se um terror ainda maior para os inimigos do clã Caranguejo, investindo para a batalha com suas tropas de mortos-vivos ao seu lado. No entanto, esta barganha sombria também se tornaria sua desg-raça. Alguns meses mais tarde, as forças do Caranguejo enfrentaram as do Dragão no Estreito Beiden. Uma tropa de homens tatuados dos Togashi parou a legião de zumbis de Amoro, e em sua frustração ele inadvertidam-ente esmagou o amuleto de Kuni Yori.

Livres do controle, as centenas de zumbis se viraram contra Hida Amoro e partiram ele em pedaços.

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Capítulo Um

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Os cumes rochosos da Grande Muralha do Norte são desprovidos da vida, algo previsível dada às condições meteorológicas. No entanto, em altitudes mais baixas estas montanhas são vibrantemente vivas. Florestas de pinheiros, abetos e cipreste transformam as encostas mais baixas da Grande Muralha do Norte em uma sombra de tonalidade verde-escuro ao longo do ano. No lado sul da cordilheira, carvalhos e bordos também são abundantes em altitudes mais baixas, embora eles não consigam sobreviver ao frio das altitudes mais elevadas. A combinação de florestas densas e numerosos rios e lagos tornam as montanhas o lar preferido de muitas espécies de animais. Mais do que qualquer outra cadeia de montanhas em Rokugan, a Grande Muralha do Norte é o lar de uma incrível variedade de animais, incluindo ursos pardos e negros, pumas, texugos, tigres e cabras da montanha, que são as espécies encontradas mais frequentemente.

Poucos samurais já se aventuraram ao norte desta cadeia de monta-nhas, mas os membros dos Clãs Unicórnio e Escorpião dizem que estas terras abrigam vastos desertos e extensas estepes sombrias. Em Rokugan este lugar é chamado pelo título genérico de Areias Ardentes, embora ele não seja um deserto como todo. De acordo com contos populares, bárbaros poderosos que cavalgam grandes corcéis vivem além das montanhas no noroeste, lutam e saqueiam uns ao outros e seus vizi-nhos sem piedade. Tanto o Clã Dragão quanto o Clã Fênix mantêm uma vigília constante em suas fronteiras montanhosas ao norte, vigiando para garantir que nenhuma horda bárbara hostil cruze para Rokugan.

Perigos naturais também torna a Grande Muralha do Norte extre-mamente perigosa. A pesada camada de neve faz das avalanches uma ameaça contínua, e a vida animal abundante inclui numerosos predadores letais. Camponeses geralmente admiram a Grande Muralha da Norte de longe enquanto agradecem por não precisarem se

apro-xima dela. Os samurais dos Clãs geralmente não pensam sobre essas montanhas, exceto como as fronteira norte do Império. Entretanto, os samurais do Dragão e, em menor extensão, da Fênix conhecem as montanhas razoavelmente bem. Às vezes é dito em rumores de que o Clã Fênix comercializa com uma tribo de bárbaros do norte, os assim chamados Yobanjin. Durante o final do século XII, eventos turbulentos forçaram o Império como um todo a se tornar mais informado sobre a Grande Muralha e os povos que habitam além dela.

Há poucos lugares dignos de nota na Grande Muralha do Norte, que é basicamente uma vasta região inexplorada. Apenas um punhado de lugares é amplamente conhecido, mas o mais estranho e mais notório é, sem dúvida, Hinansho sano Mittsu Shimai, o Refúgio das Três Irmãs. No alto das montanhas próximas ao território do Dragão, este lugar é um dos raros santuários dedicados à Lua, uma divindade que os Rokugani reverenciam, mas também observam com inquietação. A fim de chegar a este lugar isolado, os viajantes devem encontrar um caminho chamado a Escalada da Lua, o único caminho que conduz ao santuário; localizar apenas essa rota mística pode ser um desafio à parte. O santuário em si é mantido pelas três irmãs em seu nome, e pelo que se conta as mesmas três mulheres têm vivido ali desde o tempo que todos possam se lembrar – sugerindo que podem ser fantasmas ou outro tipo de espírito. Supos-tamente, elas conseguem responder sinceramente a qualquer pergunta, mas a tragédia inevitavelmente recai sobre aqueles que perguntam.

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Florestas

As florestas variam muito de uma parte do Império para a outra, devido tanto à fertilidade do solo quanto os mais variados climas e padrões meteorológicos das diferentes regiões de Rokugan. No norte, predominam as grandes florestas de coníferas, mas também há muitos bosques menores compostos de pinheiros, carvalhos, abetos, vidoeiro e bordos. A maioria destas florestas é encontrada no sopé da Grande Muralha do Norte, mas a floresta mais impressio-nante do norte, a Isawa Mori, encontra-se no coração do território Fênix. Viajando para o sul, as resistentes coníferas gradualmente dão lugar a uma amálgama de árvores de folha caduca. As mais popu-losas delas são bordo, carvalho e macieira, mas bétulas, salgueiros, pereiras e ameixeira também são bastante comuns.

Nas regiões central e centro-sul de Rokugan as florestas geral-mente são menores, mais esparsas e muito mais dispersas do que no norte, uma vez que estas áreas são dominadas por planícies agrícolas. Árvores de bambu, relativamente escassas no norte, tornam-se muito mais comuns nessas regiões e são amplamente cultivadas pelos Roku-gani devido ao seu crescimento rápido e versatilidade. Há algumas grandes exceções a esse padrão de arborização limitada, mais nota-velmente e infame a Shinomen Mori. A maior e mais temida floresta de toda Rokugan, a Shinomen Mori serve efetivamente como a fron-teira ocidental do Império, e poucos samurais ousam se aventurar em suas sombras sinistras.

Na costa sul de Rokugan e nas ilhas do Louva-a-Deus, onde os ventos tropicais esquenta o solo e chuvas frequentes o nutre, florestas mais exóticas podem ser encontrados. Ébano preto, mogno vermelho, fortes árvores de balsa, assim como teca, freixo, celtis, palmeiras e

várias árvores frutíferas são comuns. Nas ilhas

do Louva-a-Deus estas muitas vezes dão lugar a florestas genuina-mente tropicais com plantas como coqueiros e romãzeiras.

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A Isawa Mori situa-se no coração do território Fênix e é uma das regiões selvagens mais importantes de Rokugan. Perdendo em tamanho apenas para a grande Shinomen Mori, a Isawa Mori é uma das áreas intocadas mais antigas no Império. Pinheiros altos e outras árvores coníferas como cedros, ciprestes, abetos e piceas, compõem a grande maioria desta floresta, mas carvalhos, bordos e bétulas também crescem em aglomerados densos. Uma vez que a maioria das árvores na Isawa Mori é de folhas persistentes, a floresta permanece coberta de folhas durante o ano todo. Durante os longos meses de inverno, uma camada espessa de neve cobre a cobertura verde-es-curo da floresta, mas não consegue fazê-la parecer menos sombria ou ameaçadora. Muitos dos lugares mais profundos da Isawa Mori ainda não foram explorados pelo homem, e enquanto a floresta é muito menos perigosa do que a Shinomen Mori, muitas áreas dentro dela são famosas por serem assombradas por espíritos malévolos. Tribos Nezumi também habitaram o interior da floresta em diversos períodos. Diz-se que mesmo os Mestres Elementais mais poderosos do Clã Fênix evitam os locais mais perigosos de Isawa Mori.

Apesar disso, ou talvez por causa dos rumores de criaturas estra-nhas e manifestações sobrenaturais, muitos samurais do Clã Fênix veem Isawa Mori como um lugar de profundo significado espiritual e religioso. A família Asako em particular vê Isawa Mori como um lugar de aprendizado espiritual e iluminação, e trata-a com muito respeito. Os Shiba reverenciam a floresta como a morada dos

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ritos antigos, mas geralmente mantêm-se afastados. Apenas os Isawa veem a floresta principalmente como um recurso, embora eles não demostrem nenhuma falta de respeito com os espíritos da floresta. Os Isawa consideram-se tão versados nas artes espirituais que a presença ou ausência de fantasmas ou espíritos na Isawa Mori dificilmente pode ser considerada uma preocupação séria. No entanto, os Isawa sempre mostram o devido respeito e gratidão ao kami da floresta quando cortam suas árvores. A madeira da Isawa Mori é um recurso importante para o Clã Fênix, especialmente por que a madeira desta floresta primitiva produz papéis excepcionalmente resistentes. Além disso, santuários construídos utilizando madeira retirada da Isawa Mori quase sempre parecem conquistar o favor das Fortunas.

Nas profundezas da Isawa Mori está o que há muito tempo atrás os Asako nomearam de o Coração da Natureza. Os sábios Asako acreditam que esta é uma passagem que leva aos Reinos dos Espí-ritos, mas ninguém sabe exatamente onde encontrá-lo, e ele parece se mover aleatoriamente pela floresta. Parece que ele leva a muitos Reinos dos Espíritos diferentes, incluindo o Chikushodo, o Sakkaku e o Yume-dô. É impossível prever a localização do Coração da Natu-reza, ou para qual Reino dos Espíritos a passagem levará em determi-nado momento. Mesmo os próprios habitantes dos Reinos dos Espí-ritos não têm nenhuma maneira de saber para onde a passagem os levará ou como retornar. O Coração da Natureza e os seres estranhos que ele traz para Isawa Mori são, em grande parte, os responsáveis pela reputação sombria que a floresta ganhou ao longo dos séculos.

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Muito antes de existir um Clã Fênix, o povo que vivia no local que um dia se tornaria as províncias Isawa tinha outro nome para Isawa Mori: Mori Kuroi, a Floresta Negra. Nestes tempos antigos, os habi-tantes viam a floresta como um lugar terrível e assustador, e que o melhor seria evitá-la totalmente. Eles acreditavam que criaturas estranhas e perigosas habitavam nas profundezas da floresta, e não ousavam se aventurar profundamente em seu território sombrio. Qualquer dificuldade ou infortúnio era atribuído aos espíritos malignos da floresta.

Foi o próprio Isawa que começou a mudar essa atitude ao entrar sozinho nas profundezas da floresta, retornando em segurança depois de sete dias e noites. Com o tempo, os medos e superstições dos nativos diminuíram, mas as pessoas comuns nunca os esque-ceram totalmente… e por um bom motivo.

Dentro da Isawa Mori fica um lugar que os moradores ainda chamam pelo nome de Mori Kuroi. Uma parte escura e sinistra da floresta principal, a Floresta Negra é um dos lugares mais temidos em toda a Rokugan. Todo mundo que vive perto da Floresta Negra está convencido de algo completamente

sinistro espreita nas profundezas deste lugar. Esta parte da Isawa Mori quase nunca é perturbada, e apenas nas circunstâncias mais urgentes alguém ousa tirar madeira ou outros recursos dela.

Uma mansão aban-donada que outrora pertenceu aos Isawa pode ser encontrada no centro da Floresta Negra. Diz-se que um shugenja poderoso certa vez conjurou um oni para esta mansão na

esperança de amaldiçoar os Isawa com uma praga mortal. A praga do oni cobrou um preço terrível dos Isawa, não uma, mas duas vezes. Nos tempos modernos, os Isawa estão cientes deste lugar e ergueram defesas para garantir que ninguém nunca vá para lá novamente.

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A Shinomen Mori é um dos lugares mais misteriosos do Império. De longe, a maior floresta de Rokugan, Shinomen Mori também é um dos lugares menos conhecidos dentro das fronteiras do Império, e ela nunca foi totalmente explorada. Embora o povo de Rokugan visite as margens externas desta mata virgem, ocasionalmente reti-rando madeiras valiosas dela, nenhuma pessoa jamais se aventurou nas suas profundezas e voltou para contar. Na verdade, existem centenas de quilômetros floresta adentro que nenhum mortal jamais viu. Mesmo os Nagas, que construíram quase todas as suas cidades antigas dentro da Shinomen Mori, não pretendem conhecer todos os segredos deste lugar assustador.

Há centenas de rumores e lendas relativas à Shinomen, histó-rias que ficaram cada vez mais elaboradas ao longo de séculos, e ninguém pode realmente provar que histórias são verdadeiras e quais são falsas. Acredita-se que todos os tipos de fantasmas e criaturas fantásticas assombram a floresta, e seu centro tem a fama de ser encantado com todos os tipos de poderes espirituais. Ninguém sabe se essas histórias são fatos ou ficções, mas todos os que visitaram a Shinomen ou mesmo pousaram seus olhos sobre ela a distância estão convencidos de que é um lugar verdadeiramente perigoso, de certa forma pouco natural ou não conectado com o resto do mundo material. Até mesmo o samurai mais corajoso de Rokugan hesita em se arriscar a explorar esta vasta floresta, e assim a Shinomen Mori se parece muito ao que era há centenas de anos: uma terra selvagem e inexplorada, lar de inúmeros animais selvagens e também muitas criaturas estranhas. Sua flora é rica e extremamente diversificada, com a maior parte permanecendo intacta. Bétula, salgueiro, bordo e carvalho parecem ser as árvores

mais comuns encontradas dentro da floresta, ou pelo menos dentro dos locais onde o povo de Rokugan se atreveu a visitar. Na parte

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GEOGRAFIA

References

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