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Recommended strategies for developing prediction models

2) Literature review

2.4. Clinical prediction models as alternative TB screening tools or as triage tools for

2.4.2. Recommended strategies for developing prediction models

E n el a p a r ta d o p re c e d e n te h em o s h a b la d o de los g én e ro s lite ra rio s n a rra tiv o s e in fo rm a tiv o s : listas, c ró n ic a s, d ia rio s d e viaje. H a q u e d a d o c la ro q u e esto s g én e ro s revisten especial v a lo r a lo s o jo s del h is to ria d o r. E n to n c e s, p o d e m o s p re ­ g u n ta rn o s : ¿ P o r q u é la B iblia n o n o s d a m ás n o ­ ticias en e s ta fo rm a ? ¿P o r q u é el N u e v o T e s ta m e n to , en p a rtic u la r, n o c o n tie n e n in g u n a c ró n ic a so b re la v id a de Jesú s, n in g u n a c ro n o lo g ía c la ra de su ¿ C ó m o ll e g a r o n a l o s H e c h o s d a l o s A p ó s t o ­ le s l a s p e r ic o p a s c a - r a c t e r Í2a d a s p o r s u f o r ­ m a de d ia r io de v iaje ? E n s a y a de u n a n u e v a s o lu c ió n . ¿ P o r q u é no o fra c a al N u a v o T e s t a m e n t o u n a c r ó n ic a de la v id a da J e s ú s ?

El p r e n d im ie n t o de J e - a i s , q u e n a r r a M a r c o s , c o n t ie n e u n a s e r ie de d e t a l l e s h i s t ó r i c o s . S i n e m b iir g o , el r e la t o t r a s c ie n d e la m e r a i n ­ f o r m a c ió n o n o t ic ia , p o r q u e t r a t a d e in t e r ­ p r e t a ! el a c o n t e c im ie it t o a la lu z de la fe.

e n tr a d a en la v id a p ú b lic a , n in g u n a lista de los lu g are s en q u e p re d ic ó ? Y s o b re to d o : ¿P o r q u é el N u ev o T e s ta m e n to n o p ro p o r c io n a n o tic ia s p re ­ cisas s o b re los a c o n te c im ie n to s m ism os? ¿ P o r qué m u e stra ta n p o c o in te ré s p o r estas cosas?

H e m o s a n tic ip a d o ya u n a re sp u e sta a estas in ­ te rro g a n te s : la Iglesia p rim itiv a no tu v o in teré s en c ró n ic a s e in fo rm e s, p o rq u e , n o c o n ta n d o en a b ­ so lu to co n un larg o fu tu ro , no p o d ía p re o c u p a rse d e o b je tiv a r el p a sa d o . E s ta re sp u e sta es a tin a d a , p ero n o suficiente. C o n v ien e a q u ila ta rla , co m o v am o s a h a c e r en efecto , fijá n d o n o s u n a vez m ás

en u n ejem p lo c o n c re to . Se t r a ta de M a rc o s 14, 43-52, q u e n o s h a b la de la p risió n d e Jesús.

« A ú n e sta b a h a b la n d o (Jesús), c u a n d o llegó J u d a s, u n o d e los d o ce, y co n él u n a g ra n m u ltitu d co n e sp a d a s y p a lo s, de p a rte de los pon tífices, de los e sc rib as y de los a n c ia n o s. F.l tra id o r h a b ía d a d o e sta señ a l: “ A l q u e yo bese, ése es; p re n d e d lo y c o n d u c id lo bien se g u ro .” A p e n a s llegó, se le acercó , y d ijo : “ ¡M a e stro !” , y le besó. E llo s le e c h a ro n m a n o y le p re n d ie ro n . P e ro u n o d e los p re sen tes sacó la e sp a d a , h irió al siervo del po n tífice y le c o rtó la o re ja . T o m a n d o Jesú s la p a la b ra , les d ijo : “ ¡H ab éis salido a p re n d e rm e c o m o c o n tra un la d ró n , c o n e sp a d a y palos! ¡T o d o s los d ías e sta b a c o n v o so tro s e n se ñ a n d o en el tem p lo y n o m e pren d isteis! P e ro es p a r a q u e se c u m p la n las E s­ c r itu ra s .” T o d o s lo a b a n d o n a ro n y h u y e ro n . U n jo v e n , c u b ie rto sólo co n u n a s á b a n a , seguía a Jesús. Le e c h a ro n m a n o ; p e ro él, s o lta n d o la s á b a n a , se esc ap ó d e sn u d o » (M e 14, 43-52).

¿Q ué p e n s a r d e la fo rm a de este texto? L la m a en p rim e r lu g a r la a te n c ió n la p re sen cia d e cie rto s e le m e n to s q u e se e n c u a d ra ría n p e rfe c ta m e n te en el g én e ro de u n re la to in fo rm a tiv o , es d ecir, en u n a esc u e ta re la ció n d e los h ech o s o rd e n a d o s u n o tra s o tro . Si lo s a lin e a m o s en serie, o b te n d re m o s el sig u ien te esq u e m a :

1. A p a re c e de re p e n te J u d a s y co n él u n a tu rb a a rm a d a . 2. J u d a s se acerca a Jesú s, le sa lu d a co n el té r­ m in o « R a b b i» y le besa. 3. L a tu rb a q u e h a v en id o c o n J u d a s p re n d e a Jesús.

4. U n o de los p re sen tes saca la e s p a d a y hiere a u n c o n tra rio en la oreja.

5. L os d iscíp u lo s hu yen.

6. U n jo v e n , s o lta n d o la s á b a n a co n q u e iba c u b ie rto , huye d e sn u d o .

E sto s h echos, s o b ria m e n te fo rm u la d o s , p u ed e n c o n s titu ir sin m ás un in fo rm e. T al in fo rm e refle­ ja r ía in clu so lo c a ra c te rístic o d e to d o a c o n te c e r h istó ric o re a l: la co n tin g e n c ia y la c a su a lid a d de los sucesos. E n la re a lid a d , las co sas n o o c u rre n co n u n a c o h e re n c ia sim ple, c o m o a m a ñ a d a de a n te m a n o : siem p re so b re v ie n e u n im p rev isto , algo que sale p o r la ta n g e n te , co sas, en su m a , q u e la vida m ism a real in v e n ta co n su m o v im ien to y sus s o r­ presas. O b sérv en se, d esd e este p u n to d e vista, los ep iso d io s 4-6 de la lista , q u e refieren, sin d u d a , sucesos s im u ltá n e o s : los am ig o s y c o n o c id o s de Jesú s h u y e n ; só lo u n o p ie n s a en la d efen sa y d e se n ­ vain a la e s p a d a ; u n jo v e n hu y e d e sn u d o . T o d o s esto s ep iso d io s reflejan el b a ru llo y la co n fu sió n del m o m e n to . S on típ ic o s d e las s itu a c io n e s p a r e ­ cidas. Es ta m b ié n sig n ificativ o q u e n o se ac la re q u ién echó m a n o a la e s p a d a : ¿un d iscípu lo ?, ¿có m o se lla m a b a ? D a d o q u e e ra d e n o ch e y re in a b a la o s c u rid a d , n a d ie p o d ía sa b e r a cien cia c ierta c ó m o se h a b ía d e s a rro lla d o e fectiv am en te to d a la escena.

El e p iso d io del jo v e n q u e h u y e d e sn u d o c o n c u e rd a p e rfe c ta m e n te co n el c a rá c te r c o n tin g e n te y ac ci­ d e n ta l d e los a c o n te c im ie n to s . A p e sa r d e la g ra ­ vedad de la situ a c ió n , n o d eja de te n e r su rib e te c ó ­ m ico, ra z ó n , sin d u d a , p o r la q u e lo o m itiría n los d em ás E v an g e listas. ¿Q ué te n d ría q u e d e c ir se­ m ejan te ep iso d io en u n a h is to ria de la salv ación ? P ero e p iso d io s así so n los q u e fo rm a n la tra m a d e u n a h isto ria real. L a v id a es siem p re u n a m ezc o lan za de ra z o n e s y s in ra z o n e s, de co sa s se n sa ta s e in se n ­ sa ta s, serias y rid ic u la s, im p o rta n te s y b alad íe s.

M ira n d o en el c o n ju n to d e la escena, el ep iso d io del jo v e n d e sn u d o es tan in tra sc e n d e n te co m o el h e c h o de q u e la nave en q u e v ia ja b a san P a b lo a v a n z ó según su ru m b o d e ja n d o C h ip re a la iz­ q u ie rd a . E ste, y no o tro , es el ca riz q u e p re s e n ta n los h ec h o s, c u a n d o n os lim ita m o s a n o tific a rlo s co n p re cisió n y e x a c titu d . P o d e m o s , p o r ta n to , a firm a r q u e lo s ep iso d io s q u e sirven de b ase a n u e s tro tex to , se p re s e n ta n d ó c ilm e n te al reflejar el p re n d im ie n to de Jesú s en la fo rm a de u n a n o tic ia in fo rm a tiv a .

Y d a n d o un p a so m ás en n u e s tro an álisis, d e b e m o s re c o rd a r q u e el tex to de san M a rc o s a p e n a s ha su frid o , en su so b rie d a d , las a m p lia c io n e s p ro p ia s d e las ley en d a s c ristia n a s, a m p lia c io n e s q u e c o m e n ­ z a ro n m u y te m p ra n o en el seno d e la tra d ic ió n ev an g élica. N o p a só m u ch o tie m p o sin q u e los c ris tia n o s q u isie ra n sa b e r q u ién fu e el n o m b re q ue d e se n v a in ó la esp a d a. Se re s p o n d ió q u e fue un o

E l e p i s o d io d e l jo v e n q u e h u y e d e s n u d o tie n e s u rib e te c ó m ic o ; p e ro c o s a s de e s te t ip o s u n p r e c is a m e n t e l a s q u e e n t r a n en la h is t o r i a c o n s u s i m p r e v is t o s y c a s u a l i d a d e s . 155

d e lo s A p ó s to le s , y c o n c re ta m e n te sa n P e d ro A p i i c a c i o n t s U g a n d a (Jn 18, 10). Se q u iso sa b e r ta m b ié n el n o m b re del p h í i ó ñ ' d e ^ J e i ú * * · ^ ¡a sierv o del su m o s a c e rd o te —a q u e l a q u ien le co r- t r a d i c i ó n e v a n g é l ic a , ta r o n la o re ja — , y se a v e rig u ó q u e se lla m a b a M a le o (J n 18, 10). N u e v a p re g u n ta : P e ro ¿qué o re ja le c o rtó P e d ro al p o b re h o m b re , la iz q u ie rd a o la d erech a ? P u es la d e re c h a (L e 22, 50). ¿Y es p o sib le q u e Jesú s a b a n d o n a r a al m a lh e rid o en el m o n te? R e s p u e s ta : ¡D e n in g u n a m an era! Jesú s se la c u ró al in s ta n te (L e 22, 51). Y , c la ro , h a b ía q u e sa b e r ta m b ié n q u é d iría Jesú s a J u d a s c u a n d o éste le besó p é rfid a m e n te . ¿C ó m o ib a a q u e d a rs e c a lla d o ? Le re s p o n d ió , pu es, y «le d ijo : J u d a s , ¿con u n beso e n tre g a s al hijo del h o m b re? » (L e 22, 48).

T o d o s esto s d e ta lle s so n a m p lia c io n e s p o s te ­ rio re s, q u e n o e ra n p re c isa m e n te d ifíciles d e in ­ v e n ta r. N o los e n c o n tra m o s en san M a rc o s y, en el m ejo r de los ca so s, son m ás recien tes q u e el p rim e ro d e los E v an g e lio s. E n c o n tra s te , c h o c a n la so b rie d a d y la o b je tiv id a d co n q u e esc rib e san M a rc o s, y n o s h a c e n p e n s a r q u e el e s c rito d e éste está m ás p ró x im o a los a c o n te c im ie n to s reales.

U n a vez m ás p o d e m o s a firm a r q u e se d a n , en este ca so , to d a s las c o n d ic io n e s fa v o ra b le s a la re d a c c ió n d e u n in fo rm e a u té n tic o . C o n el m a ­ terial c o n sig n a d o se p o d ía c o n fe c c io n a r fá cilm e n te u n a lista de fech as y d a to s , sin m ás a rre g lo s q u e la c ru d e z a de los h ech o s. P e ro no es así. N o ten em o s u n in fo rm e p ro p ia m e n te d ic h o . L a n a r ra c ió n del p re n d im ie n to d e Jesú s n o es u n a n o tic ia , u n re la to in fo rm a tiv o . N o lo es en n in g u n o d e los E v a n g e ­ listas, ni siq u ie ra en san M a rc o s. Se tr a ta , p o r el c o n tra rio , d e u n a n a r ra c ió n d irig id a a c a p ta r el a c o n te c im ie n to en p ro f u n d id a d , e ilu m in a r su tra s - fo n d o , a h ac erlo c o m p re n d e r a la luz d e la fe. 156 L a sim p le frase «El tra id o r h a b ía d a d o e sta se-

nal» re b a sa el p u n to de v ista d e u n m ero testig o y a p u n ta a u n a s m a q u in a c io n e s p rev ias. El té rm in o «el tra id o r» es u n a v a lo ra c ió n m an ifiesta, c o m o lo es ta m b ié n la frase « J u d a s, u n o de los D oce». P a ra c o m p re n d e rla , el lecto r n ecesita c o n o c e r de a n te m a n o to d o lo q u e el E v an g e lio h a d ic h o en p á g in a s a n te rio re s a c erc a d e los D o c e : su fa m ilia ­ rid a d c o n Jesú s, y las p ro m e sa s q u e éste les h a b ía hech o . P u es bien, u n o de ellos es p re c isa m e n te q u ien le tra ic io n a . L a so le d a d de Jesú s re sa lta así v iv a­ m en te. N i los m ás ín tim o s le c o m p re n d ie ro n .

O b serv em o s asim ism o la c o m p o sic ió n e sm e ra d a q u e d e la ta n o tra s afirm a c io n e s d e la se g u n d a p a rte del re la to . « U n o d e los p re se n te s sacó la e s p a d a » : ac ció n c o m p le ta m e n te a b s u r d a e ineficaz co n la q u e c o n tra s ta la p a la b r a seren a y re p o s a d a de Jesú s a sus en em ig o s. Y re su lta que e sta p a la b r a , d irig id a a los en em ig o s, viene a ser c o m o la señal d e fuga. H a s ta el m o m e n to q u e d a ro n los d iscíp u lo s co m o p a ra liz a d o s. S ó lo d esp u é s d e q u e h a b la Jesú s, se h a c e re fere n cia a la h u id a : E n to n c e s « to d o s lo a b a n d o n a ro n y h u y ero n » . E l e p iso d io siguien te, ú n ico , sirve ev id e n te m e n te p a r a c o n c re ta r e ilu s tra r la d e s b a n d a d a gen eral, de su erte q u e, al final de to d a la escena, se lo g ra la situ a c ió n , p re v ia m e n te su g e rid a y a n u n c ia d a , d el to ta l a b a n d o n o q u e sufre Jesú s. Jesú s, en efecto, tie n e q u e a n d a r solo su ca m in o .

Se ve, p u es, el esm ero co n q u e se h a tra b a ja d o el te x to , y la e n o rm e d is ta n c ia q u e h ay e n tre un te x to así y la seca enum eración sucesiva d e u n o s h ec h o s sin m ás co n ex ió n q u e la c ro n o ló g ic a . En n u e s tro te x to h ay u n a ordenación d e ep iso d io s, p e ro cu a lific a d a co n vistas a las in te n c io n e s del n a r ra d o r.

E n el c o n ju n to del te x to es p e rc e p tib le tam b ién la c o m p o sic ió n del n a r ra d o r. A la tra ic ió n de J u d a s ,

U n a n a r r a c ió n c u a l i f i c a d a , c o m p u e s t a a b a s e de h e c h o s a i s l a d o s .

En c o n t r a s t a c o n la « n o t ic ia » , la n a r r a c ió n h i s t ó r i c a in t e r p r e t a l o s h o c h o s h i s t ó r i c o s .

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en la p rim e ra p a rte del tex to , c o rre s p o n d e en la últim a, la h u id a in ev itab le de los d iscíp u lo s. P ero en el c e n tro de to d o se sitú a la p a la b ra seren a y firm e de Jesús. E sta p a la b r a d e Jesú s es el in d icio m ás e lo c u e n te d e q u e n u e stro tex to es m ás q u e u n in fo rm e. E v id e n te m e n te , el Jesú s h istó ric o no h a ­ b la ría en el m o m e n to del p re n d im ie n to . A q u ien es se les p re n d e d e so rp re sa , d ifícilm en te se les d a la o p o rtu n id a d d e h a b la r. Y, so b re to d o , q u e la p a ­ la b ra de Jesú s se d irig e a u n o s d e s tin a ta rio s ajen o s a la escena. L o q u e dice, bien está p a ra los re s p o n ­ sables, p a r a los jefes del p u e b lo , p e ro no ta n to p a r a los p o licías q u e e je c u ta n u n a o rd e n . San L u ca s se p e rc a tó d e la in c o n g ru e n c ia y a rre g ló la n a rra c ió n , h a c ie n d o q u e n o fa lta ra n en el p re n d i­ m ie n to «los pontífices, los g u a rd ia s del te m p lo y los an c ia n o s» (¡N ó te se la d iferen cia e n tre Le 22, 52 y M e 14, 48!).

Sin e m b a rg o , la d ificu ltad de los « falso s d e s tin a ­ tarios», el versícu lo en cu e stió n no p re te n d e tr a n s ­ m itir u n a s p a la b ra s lite rales del Jesú s h istó ric o , sino in te rp re ta r p a r a la in telig en cia del lecto r el h ech o del p re n d im ie n to . D a d a esta in te n c ió n del n a r ra d o r, tien e p le n o se n tid o el q u e Jesú s d irija la p a la b ra a los q u e m a q u in a n su m u e rte , y vea en estas m a q u in a c io n e s el c u m p lim ie n to d e las E sc ritu ra s. Se p o n e n en b o c a d e Jesú s las p a la b ra s a d e c u a d a s p a r a h ac er v er al le c to r la d o b le z y la m a ld a d co n q u e a c tu a ro n los en e m ig o s d e Jesús, d e c la ra n d o al m ism o tie m p o q u e la P asió n no fue alg o aciag o y fa ta l, sin o el c u m p lim ie n to de las E sc ritu ra s, es decir, u n a c o n te c im ie n to d e la h is­ to ria de la salv ació n .

N u e stro te x to , p o r co n sig u ie n te , n o es u n in fo rm e. E s m ás bien u n a narración histórica, q u e in te rp re ta los ac o n te c im ie n to s, d a s e n tid o a h ec h o s p a r tic u ­ lares y los a lu m b ra co n u n a luz in te rio r, sin tem o re s

ni re p a ro s a p o n e r en b o c a d e Jesú s p a la b r a s que sirven a su p ro p ia fin a lid a d : la ex p licació n religio sa de la h isto ria.

E sta o rd e n a c ió n de los h ech o s y la sim u ltá n e a in te rp re ta c ió n d e los m ism o s c a ra c te riz a a to d a la h isto ria de la P asió n , y m ás a ú n , co n stitu y e u n a d im e n sió n esencial de la m a y o ría d e las n a r r a ­ cio n es evangélicas. N a tu ra lm e n te , la m ezcla d e la m era n o tic ia c o n su in te rp re ta c ió n n o se atien e siem p re a la m ism a dosis. U n a s veces p re d o m in a un elem e n to , o tra s el o tro . P e ro ja m á s vem os en los E v an g e lio s la n o tic ia escu eta, el in fo rm e que

¿ Q u é s a b r í a m o s s i s e h u b ie ia f il m a d o la P a ­ s i ó n de J e s ú s ? P o r s u ­ p u e s to . un m o n t ó n de d e t a l le s . P e ro i g n o r a ­ r í a m o s el fo n d o d e l a c o n t e c im ie n t o . 159

re p ro d u c e la m a te ria lid a d e x te rn a d e los h ech os r e n u n c ia n d o a to d a in te rp re ta c ió n . ¿ P o r qué? Es la p re g u n ta q u e n o s h ac e vo lv er a la c u e stió n p la n te a d a al p rin c ip io de este a p a rta d o .

¿ P o r q u é los E v an g e lio s n o n o s o frecen au té n tic a s « n o ticias» s o b re a lg u n a s e ta p a s d e la vida de Jesús? ¿P o r ejem p lo , s o b re la P asió n ? P e ro , sien do co n se cu en tes, se d eb e p la n te a r la p re g u n ta c o n ­ tr a r ia : ¿Q ué h u b ie ra lo g ra d o la Iglesia p rim itiv a , si n o s h u b ie ra d e ja d o u n a c ró n ic a so b re el p ro c eso de la P a sió n , e n u m e ra n d o u n o tra s o tro los h echo s, a tib o rrá n d o lo s d e d e ta lle s y sin n in g u n a in te rp re ­ ta c ió n ? ¿ S a b ría m o s e n to n c e s lo q u e re a lm e n te su ­ cedió? L o d u d o .

D e m o s, p o r u n m o m e n to , rie n d a s u e lta a la fa n ta s ía y su p o n g a m o s q u e n o se h u b ie ra n esc rito las n a rra c io n e s ev an g élicas d e la P a s ió n ; q u e, en su lu g a r, se h u b ie ra film ad o c o n u n a c á m a ra o c u lta el tra n s c u rs o de las ú ltim a s h o ra s de Je sú s ; y q u e se h u b ie ra n g ra b a d o c o n u n m ic ró fo n o c la n d e stin o to d a s las p a la b r a s p ro n u n c ia d a s p o r los d iv erso s a c to re s del d ra m a . S o n id o e im ag en se u n iría n p a ra o b te n e r u n a p elícu la y h o y p o d ría m o s c o n te m p la rla y e s c u c h a rla , sin c o rte s ni c o m e n ta rio s. ¿Q ué sa ­ b ría m o s en to n ce s?

C o n o c e ría m o s, d e sd e lu eg o , u n c ú m u lo d e d e ­ talles q u e no e n c o n tra m o s en los E v ang elios. S a b ría m o s en to d o s sus p o rm e n o re s có m o su ced ió el p re n d im ie n to d e Jesú s. S a b ría m o s lo q u e a c o n ­ teció en el sa n e d rín . S a b ría m o s, fin alm en te, có m o fue la cru cifix ió n y v e ría m o s d esd e fu e ra to d o lo q u e su ce d ió en el G ó lg o ta . S ería, sin d u d a , im p o r­ ta n tís im o , a p a s io n a n te y c o n m o v e d o r. P e ro ¿sa­ b ría m o s lo q u e e fectiv am en te o c u rrió e n to n c e s en Je ru sa lé n y en el C a lv a rio ? L o d ig o c o n to d a la fu e rz a : D e lo p e c u lia r y específico del a c o n te c i­ m ie n to n o sa b ría m o s n a d a .

V e ríam o s c ó m o los s o ld a d o s ro m a n o s a ju sti­ c ia ro n a u n ju d ío , c ru c ific á n d o lo . E sce n a en v erd ad d e s g a rra d o ra . P e ro escena, ni m á s ni m en o s, que los so ld a d o s ro m a n o s h a b ía n e je c u ta d o mil veces en m il e sc en ario s. L as tro p a s ro m a n a s d e o c u p a c ió n h a b ía n m a ta d o a m iles de ju d ío s d e la m ism a m a ­ nera. La m u e rte de Jesú s en la c ru z nos d iría , p o r ta n to , bien p o c o , si n o se n o s e x p lic a ra la ra z ó n del p ro c e so c o n tra Jesú s y de su crucifix ión. A h o ra bien, ¿n o s la ex p lic a ría re a lm e n te u n a p ro y e cció n cin e m a to g rá fic a ? El c o n o c im ie n to ex a c to del d a to ex te rn o ¿ p o d ría d e s c u b rirn o s el ú ltim o p o rq u é de la m u e rte de Jesús? ¡M uy difícilm ente!

P a ra a tis b a r a lg o en p ro f u n d id a d , te n d ría m o s q ue c o m e n z a r p o r c o n o c e r los an te c e d e n te s d e la vida d e Jesú s, su a c tiv id a d , su d o c trin a , su p re d ic ació n , sus exigencias. N u e s tro im a g in a rio film e d o c u m e n ­ tal sería d eficiente a este re sp ecto . N e c e sita ría m o s o tro m ás a m p lio , q u e a b a rc a ra , p o r lo m en o s, el tie m p o de la v id a p ú b lic a de Jesú s. ¿Y n os b a sta ría ? ¿ E n te n d e ría m o s siq u ie ra de lejos las exigencias y re iv in d ic a c io n e s de Jesú s sin c o n o c e r el A n tig u o T e sta m e n to ? ¿C ab e e n te n d e r a Jesú s sin la L ey y los P ro fe ta s , sin las ex p erien cias y las e sp e ran z as d e Israel? Y en g en e ral, ¿cab e c o m p re n d e r a Jesú s sin c o n s id e ra r su v id a c o m o la fase ú ltim a y decisiva de la h is to ria tr a m a d a e n tre D io s e Israel? A h o ra bien , ¿c ó m o reflejar estas d im e n sio n e s del a c o n te ­ c im ie n to m e d ia n te u n a d o c u m e n ta c ió n p u ra m e n te fo rm a l, m e d ia n te u n e sc u eto in fo rm e d e la m a rc h a e x te rn a d e los sucesos? A q u í n o vale la c ró n ic a de u n o s h e c h o s a lin e a d o s en serie, ni la p u ra n o tic ia . L as d im e n sio n e s p ro fu n d a s de la h isto ria , su m is­ te rio y su se n tid o ín tim o , só lo son accesibles m e­ d ia n te la in te rp re ta c ió n y la a c la ra c ió n . H a y q u e h u rg a r los h echos. Y co n esto lleg am o s a la ra z ó n p r o f u n d a d e q u e E l s e n t id o p r o fu n d o de u n a c o n t e c im ie n t o a s - c a p a a la m e ra e n u m e ­ r a c ió n de s u s d e t a l le s e x t e r n o s P a r a p e r c i­ b ir lo e s n e c e s a r io i n ­ t e r p r e t a r l o s h e c h o s . 161

U n a v e z m á s : E s e n c ia y p e c u lia r id a d d e la n a r r a c i ó n h is t ó r ic a .

n o p o d ía n b a s ta r ni satisfac er a la Iglesia p rim i­ tiva los g én e ro s lite ra rio s q u e lla m a m o s c ró n ic a s o n o tic ia rio s. A la Iglesia p rim itiv a le e m b a rg a b a y p re o c u p a b a h o n d a m e n te el se n tid o salvífico de lo su ce d id o en el G ó lg o ta y la in telig en cia de la vida de Jesú s a trav é s de la fe. P a r a esta la b o r n o sirven sin o los g én e ro s lite ra rio s en q u e tien en c a b id a la in te rp re ta c ió n y ex p o sició n de los h ec h o s a la luz de la fe. P u es b ien , tal es el ca so d e la n a ­

rración histórica. E ste g én e ro , a d ife re n c ia de la

m e ra n o tic ia , in c o rp o r a al re la to la in te rp re ta c ió n y la ex p o sició n b u sca d as. C o n a y u d a d e cierto s e le m e n to s n a rra tiv o s y co n el c o n ju n to d e la n a r r a ­ ció n p e rm ite d e sc u b rir el fo n d o de la h is to ria y c o n s id e ra r lo s h e c h o s desd e la ex p e rien cia d e la fe. P a rte d e u n o s h ec h o s reales, p e ro n o se c o n te n ta c o n reflejar su im ag en e x te rn a . J a m á s se d e sp re n d e del a c o n te c e r h istó ric o , d e lo fáctico , p e ro no se c o n fo rm a c o n e n u m e ra r u n o s p u ro s h ec h o s h is­ tó rico s.

H e m o s ya d ic h o q u e, al c o n ju g a r la co n sig n a c ió n de los h ec h o s c o n su sim u ltá n e a in te rp re ta c ió n o ex p lica ció n p r o f u n d a —q u e es lo c o n stitu tiv o y lo c a ra c te rís tic o de la n a r ra c ió n h is tó ric a — , el p eso p u e d e re c a e r m ás en un a sp e c to q u e en o tro . L a m ezcla a d m ite a m b o s ele m e n to s en d iv ersa s dosis, p re d o m in a n d o u n a s veces la n a r ra c ió n de los h ech o s y, o tra s , d e s c u id á n d o la en fa v o r d e la in te rp re ta c ió n . E ste ú ltim o ca so es el m ás frecu e n te en el N u e v o T e s ta m e n to , d o n d e o c u rre , in clu so , q u e el re la to se a b so rb e d e ta l m o d o en el se n tid o p ro f u n d o de la v en id a de Jesú s y del m iste rio d e su p e rs o n a , que se aleja leg u as del d a to h is tó ric o p u ra m e n te m a ­ teria l y e x te rn o . A c o n tin u a c ió n a n a liz a re m o s u n a n a r ra c ió n típ ic a de este g é n e ro : la a n u n c ia c ió n del 162 n a c im ie n to de Jesú s según L u ca s 1, 26-38.

8. L a anunciació n del n acim iento de J e sú s

«A l sex to m es, el án g el G a b rie l fu e e n v ia d o p o r D io s a u n a c iu d a d de G a lilea , lla m a d a N a z a re t, a u n a virgen d e sp o sa d a co n un v a ró n lla m a d o José,