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Path coefficient analysis in rubber tree clones

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EMPREGO DO COEFICIENTE DE CAMINHAMENTO EM CLONES DE SERINGUEIRA'

MARIA ELIZABETH DA COSTA VASCONCELLOS2 e CLÕVIS POMPILIO DE ABREU3

RESUMO - Estudou-se o emprego do coeficiente de caminhamento "path-coefficient", consideran-do nove caracteres de clones de seringueira (Heveo spp.) com um ano de idade. Foram consideradas somente as estimativas dos coeficientes de correlação genética com a produção de borracha seca, avaliada através do miniteste de prodüção em plantas jovens. Os caracteres número de anéis de vasos laticíferos, espessura de casca e diâmetro dos vasos laticíferos apresentaram efeito direto e indireto na produção de borracha. O caráter número de anéis de vasos laticfferos apresentou uma influência marcante, tanto direta como indiretamente, na produção de borracha dos clones estudados. Consta-tou-se uma grande Influência negativa, tanto direta como indiretamente, do caráter densidade dos va-sos laticíferos em 5 nun de anel na produção de borracha.

Termos para indexação Hevea spp., vasos laticíferos, correlação genética.

PATH COEFFICIENT ANALYSIS IN RUBBER TREE CLONES

ABSTRACT - Considering nine characters of clones of a one-year old rubber tree clones the use of the path coefficjent was analyzed. In the analysis the estimated values of genetic correlation coefficients of yield by early microttaping test applied for young plantú were considered. The charactera total number of Iatex vessel rings, bark tickness and diameter of the latex vessel rings showed a strong influence as much direct as indirect li, the yield of rubber In the studied clones. A negative influence au much direct as indirect for the density of latex vesseis per 5 mm per ring In the rubber yiald was observed -

Index terms: Neve,, spp., latex vessel rings, genetic correlation.

INTRODUÇÃO

O estudo de correlações entre caracteres de in-fluência na produção tem sido um dos objetivos dos melhoristas de seringueira no mundo. Entre-tanto, esse estudo limita-se em determinar a ais-tência de correlações significativas entre caracte-res, sem procurar conhecer o interrelacionamento entre eles.

A teoria do coeficiente de caminhamento ("path coefficient"), desenvolvida por Wright (1921), baseada nas estimativas dos componen-tes de efeitos diretos que um cadter determina em relação a outro e os efeitos indiretos de outros ca-racteres a ele relacionados, permite isolar efeitos de variAveis que influem para que determinada cor-

Aceito para publicação em 15 de julho de 1983. Trabalho realizado com a participação de recursos fi-nanceiros do Convénio SUDHEVEA/EMBRAPA. Eng-Ágr, M.Sc., EMBRAPA, Centro Nacional de Pes-quisa de Seringueira e Dendê (CNPSD), Caixa Pos-tal 319,CEP69000 -Manaus, MI.

Professor Assistente, Doutor, Escola Superior de Agri-cultura "Luis de Queiroz" (ESALQ), Departamento de Matemática e Estatística, Caixa Postal 09, CEP 13400- Piracicaba, SP.

relação seja significativa. Isto é de grande impor-táncia, pois a correlação genética entre caracteres agronômicos, apesar de ser de grande utilidade na determinação dos componentes da produção, não dá a exata importância

as

influências diretas e iii-diretas de outros caracteres. Com isso, a prática de seleção unilateral para caracteres agronômicos fre-qüentemente resulta em ganhos genéticos abaixo do desejável (Bhatt 1973).

A metodologia do coeficiente de caminhamen-to tem sido pouco utilizada em trabalhos de me-lhoramento genético, e na literatura há poucos tra-balhos que a enfocam, apesar de ser de muita utili-dade em genética quantitativa. É um tipo especial de análise multivariada onde se trabalha com um sistema de variAveis que são linearmente relaciona-das. O sistema de variAveis é geralmente de posto completo, incluindo todos os fatores básicos, as "causas" e suas varilveis resultantes, "os efeitos" (Li 1975).

Dewey & Lu (1959), em seus estudos sobre cor-relações e coeficientes de caminhamento, exempli-ficaram o uso deste último método e evidenciaram sua utilidade na análise dos coeficientes de correla-ção, quando se estuda o interrelacionamento de

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780 M.E. da C. VASCONCELLOS e C.P. de ABREU caracteres agronômicos desejáveis. Duarte & Adans

(1972), estudando o efeito de cinco caracteres so-bre a produção de feijão, condu(ram, através do coeficiente de caminhamento, que havia uma pre-ponderante influência direta do caráter "número de vagens" na produção de grãos, mesmo quando a seleção era feita para os caracteres "número de se-mentes por vagens" e "peso de sese-mentes".

Estudando cevada, Sharma et ai. (1973) de-monstraram, através do coeficiente de caminha-mento, que o caráter "número de rebentos" por planta, apesar de apresentar correlação positiva com a produção de grãos, apresentava também efeito direto negativo sobre a produção, mostran-do que a seleção baseada neste caráter seria prova-velmente tendenciosa.

Segundo Vianna et ai. (1980), deve-se tomar cuidado com o jogo dos efeitos diretos e indiretos na escolha das intensidades e sentido de seleção dos vários caracteres da planta, pois efeitos posi-tivos podem contrabalancear os negaposi-tivos, tornan-do praticamente nula uma correlação entre tornan-dois - caracteres quaisquer.

Paiva et ai. (1982), estudando clones de serin-gueira, demonstraram, através do coeficiente de caminhamento, que existe uma influência mar-cante, tanto direta como indiretamente, do cará-ter "espessura de casca" na produção de borra-cha. Esta influência não é totalmente manifesta-da pelo coeficiente de correlação genética, por cau-sa dos efeitos diretos e indiretos via diâmetro do caule e diâmetro dos vasos laticíferos.

Com o objetivo de desdobrar as correlações ge-notípicas em componentes de efeitos diretos e iii-diretos e demonstrar o significado desse coeficien-te, procurou-se efetuar a análise do coeficiente de caminhamento neste trabalho.

MATERIAL E MÉTODOS

Os vinte e cinco clones de seringueira utilizados nes-te estudo são innes-tegrannes-tes do experimento de competição de clones do Centro Nacional de Pesquisa de Seringueira e Dendê - CNPSD-EMBRAPA - Manaus, AM, implantado em 1979- em condições de Latossolo Amarelo textura muito argilosa. Esse experimento foi instalado em lítice 5 x 5 com três repetições, com vinte plantas por parcela, sendo seis na área útil, no espaçamento de 7 m entreli-nhas, e 3 m entre plantas. Quando as plantas atingiram um ano de idade, foram tomados os dados referentes ao

vigor e ao sistema laticífero. Os tratamentos Utilizados no experimento são constituídos dos seguintes clones: lAN 6158, IAM 717, LAN 6717, LAN 2945,IAN 2928, lAN 4488, TAl 2925, lAN 3384, IAM 6121, Ex 3864, Ex 3925, Ex 25, Ex 4037, IAC 222, LAC 206, LAC 207. AC 53, AC 55, AC 68,

go

60, RO 54, PFB 1, PFB 4, PFB 26 e Alter do Chão.

O modelo matemático utilizado foi Y ijk - m + t1 . + bik + rk + eiik. onde m é a média geral, t, b e rkik

os efeitos de tratamento, bloco dentro de repetição e repetição respectivamente, e eJk o erro experimental associado a cada observação.

As estimativas dos coeficientes de correlação genéti-ca entre os genéti-caracteres estudados foram genéti-calculadas de acor-do com o procedimento relataacor-do por Kempthorne (1966) e Falconer (1972).

Considerando a natureza de uni sistema fechado, o emprego prático do método do coeficiente de caminha-mento é grandemente facilitado pela formulação de um diagrama mostrando as interrelações das vaiiáveis estuda-das e pelo pouco conhecimento de regressão e correlação parcial e múltipla.

No caso mais simples, de uma variável (Y) linearmente dependente de duas variáveis (X) e (Z), a equação de re-gressão múltipla de (Y) em relação à (X) e (Z) será:

Y -.B(XxX)+C(Z-Z)+€, (1) onde B e C são os coeficientes de regressão e e o erro experimental,e' (0,a 2 ).

Levando-se em consideração que o coeficiente de ca-minhamento é um coeficiente de regressão parcial estan-dardizado, temos: Y-Y B aX

x-x

az z-Z

e

- ( )+C — ( aY aY aX aY az az onde € - N(0,1) Portanto: BaX aZ P ApI eC yy « to

são coeficientes de caminhamento que quantificam os efeitos diretos de X e z sobre Y, respectivamente. Como

COVy Uy

°x

COV) - E{IY - E (-Y)] [x-E)}

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EMPREGO DO COEFICIENTE DE CAÍvIINHAMENTO 781

temosque: a 2_ B2

c4+

C2

4+

2BCCOV(X,Z).

COV(Y,X)- E fEB(x

-io+

C(Z-)+ e] Ex-

k)]}

ingo: COV(Y,X) - B

4

+ C COV(X.Z); entio, COV(Y,X). BG+ Crxz °

x ° z

r

yx

- 1'

xy + zy xz

(2) De maneira análoga, temos:

YZ - 'Z,Y + 1'X,Y rxZ (3)

De (1), temos:

(Y

-

V)2 - (B(X-X) + C(Z-Z) + e j 2 Ent3o,

1

4y

P.+ lpxy PZY rxz, (4)

onde P6y é o efeito residual devido a problemas de amostragem e de alguns caracteres que nfo se correla- cionam entre si e/ou no se correlacionam com o cará- ter central (Y).

No presente estudo • foram utilizadas oito variáveis para se determinar os coeficientes de caminhamento, conforme o diagrama causaefeito, que mostra as inter-relações entre os caracteres estudados (Fig. 1).

Os coeficientes de caminhamento ("path coefficients") foram obtidos através da soluçfo dos sistemas de equações que expressam o relacionamento básico entre o efeito da correlaço e seus componentes desdobrados em compo-nentes de efeito direto e indireto (Wright 1921 e Lenka & Misra 1973).

As oito equações estabelecidas foram:

[lx - Plx + 1 12 P + 153 '3X + 1 1 4 P4x + 15 P5X + 16 "óX + I7 PIX + r - 12 "ix + 12X + r23 '3X + 24 4X + 25 " sx + 26 '6X + 27 P77 + 28 '8X 13x - 13 'lx + r 23 +3x + 134 "ix + r 35P5X + r36 6x + [37 1'7x + r38 "BX 14X - [54 P5 + 124 P2, + r34P3X + 4X + r45 + 46 6X + [47P + r43 P8, - r, '1 + r25p 2X + 135 '3X + [45 P4 + '5K + S6 "6x + r57 1'7x + r58 '8x

[

6x -16 P Ix + 126 P2x + r36 3x + 46 4x + 56 P sx + 6x +r 67 7]t + r68 sx 17X - r1 P + 27 "2X + 137 P3 + [47 P1 + r, P5 + r67P + óx 7x + 173 P6

1

8X - r18P1, + 282X + 135 Pax + 143 P4 + $55x + risP6x + r78 ' ix + Pax

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782 M.E. da C. VASCONCELLOS e C.P. de ABRIU

Na forma matricial, resultou o sistema

x,xjh ri,

onde, r 1 r 22 r23 r 14 r15 r 16 r r ia 1 123 124 125 126 r27 128 123 1 1 34 r35 136 r37 138 r14 124 134 1 145 146 r47 r45 r15 125 r35 145 1 r56 157 155 16 126 r36 r46 156 1 167 168 r, I 7 r3, 147 1 57 167 1 r, 118 128 138 138 158 r68 178 1

X'X é uma matriz nlo-singular das correlaçôes genéticas

entre os caracteres estudados:

P i

P2x

j3.

pe

onde $é a matriz dos coeficientes de caminhamento;

[ 18xJ

Pesq. agropec. bras., Brasília, 118(7):779-787,jut. 1983.

o o '48 T1 5

1

r26 r3? J r38 rio ri?

FIG. 1. Sistema de causas-efeito de nove variáveis relacio-nadas a caracteres da seringueira, onde 1,2 ... 8 s3o causas correlacionadas de X: 1. Altura da planta; 2. Diâmetro do caule; 3. Número de

lan-çamentos; 4. Tamanho médio de lançamentos; 5.

Número de anéis de vasos laticíferos; 6.

Diâme-tro dos vasos laticiferos; 7. Densidade dos vasos

laticferos; 8. Espessura de casca; 9. Efeito

resi-dual nâo correlacionada; X: produç5o de borra-cha seca.

X'Y é matriz das correlaçôõs genéticas entre os

caracte-res secundários e o de maior efeito. A soluçifo do sistema

- (X'YY' )CY

nos fornece os valores dos P.kna matriz que relaciona

matematicamente o coeficienle de correlaço e o coeti-ciente de caminhamento.

(5)

EMPREGO DO COEFICIENTE DE CAMINHAMENTO 783 + + + + 'a 00 14 '4 ao ao ao 0 •.. 1- ri ri ri ri + .4 + * + ao e- '4 • 3. '4 e '4 ri + ao ri - •1 •0 0.4• + ri ao ao 14 + + 1 >4 3.7 3. '4 3 4ao + e '4 e. e e. ri ao 14 + e. 3. ao '4 ao 04 + ao - - 3. e 'a + ao ao 34 ao + + + ri + + + e.. 0.. e. ao 3. ri '4 ri + + + + + '4 '4 '4 + tte. ri ri ri a- ri_ + + >4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na Tabela 1 encontram-se os valores dos coe-ficientes de caminhamento, desdobramento em componentes de efeito direto e indireto para to-dos os caracteres estudato-dos juntamente com as estimativas dos coeficientes de correlações gené-ticas.

Para a análise do coeficiente de caminhamen-to, usaram-se somente as correlaçôes genéticas, sendo a produção de borracha seca o caráter central. O componente residual (P9

3,

conside-rando independente, mede a influência direta dos fatores residuais sobre a produção de borra-cha (Fig. 1).

O caráter altura da planta apresentou um efei-to direefei-to baixo sobre a produção de borracha, es-tando de acordo com Paiva et ai, (1982). Este fa-to vem confirmar que a seleção de plantas mais baixas nos trabalhos de melhoramento genético com seringueira devem ser considerados, pois com a redução do porte da planta, conseqüentemente o período de imaturidade do seringal, será menor, em face do maior desenvolvimento do diâmetro do caule (Hallé & Martin 1968). Por outro lado, o efeito indireto deste caráter em relação aos de-mais caracteres foi sempre baixo.

O efeito direto do caráter diâmetro do caule so-bre a produção foi relativamente baixo e negativo, observando-se uma influência indireta maior via número de anéis de vasos latici'feros.

Valor alto e positivo foi detectado para o efei-to direefei-to do número de anéis de vasos laticíferos sobre a produção de borracha. Sua correlação ge-nética não apresenta maior valor por causa, princi-palmente, dos efeitos indiretos negativos via den-sidade dos vasos laticíferos, circunferência e tama-nho médio de lançamentos. De acordo com Na-rayanan et ai. (1974), existe uma interrelação en-tre os caracteres número de anéis de vasos latici-feros, espessura de casca e diâmetro dos vasos la-ticíferos em seringueiras adultas, estando correla-cionadas com a produção. Isto pode ser facilmen-te visualizado ao se estudar os efeitos indiretos des-te carádes-ter com os caracdes-teres diâmetro dos vasos Ia-ticiferos, densidade dos vasos laticíferos e espessu-ra de casca, onde os seus valores foespessu-ram sempre al-tos e positivos, em relação aos demais componen-tes.

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784 M.E. da C. VASCONCELLOS e C.P. de ABR.EU

TABELA 1. Análise do "path coefficient", desdobramento das conelações genéticas em componentes de efeitos dire-tos e indiredire-tos para os caracteres estudados.

Efeito direto Efeito indireto Correlações

Modo deaç5o (P) (P x r) . (r)

P ,c ALT

Efeito direto 0010836074

Efeito indireto via CIRC .0.274032645

Efeito indireto via NL 0.1 72036505

Efeito Indireto via TML .0,001418414

Efeito indireto via NA 0,548209758

Efeito indireto via DVL 0,324685174

Efeito indireto via DENS - 1.047354036

Efeito indireto via EC 0,182811770

Total (P x ALT P x CIRC

Efeito direto .0,350576009

Efeito indireto via ALT 0,008470168

Efeito indireto via Ni- 0,138284340

Efeito indireto via TNL .0,005954513

Efeito indireto via NA 1,579669596

Efeito indireto via DVL 0,4741 54003

Efeito indireto via DENS .1,979157588

Efeito indireto via EC 0,348003869

Total (rp x CIRC PxNL

Efeito direto 0.20283401

Efeito indireto via ALT 0,009190761

Efeito indireto via CIRC .0,239009090

Efeito indireto via TML - 0,002324280

Efeito indireto via NA 0,070385431

Efeito indireto via DVL 0,223378752

Efeito indireto via DENS - 0,269353150

Efeito indireto via EC 0,082660794

Total (rp x NL P x TML

Efeito direto .0,008026456

Efeito indireto via ALT 0,001949943

Ef eito indireto via Cl RC - 0,260078605

Efeito Indireto via NL 0,058736136

Efeito indireto via NA 1.187476406

Efeito indireto via DVL -0,020457444

Efeito indireto via DENS -1,271852348

Efeito indireto via EC 0,115034060

Total (rp XTML

P x NA

Efeito direto 3.252757945

Efeito indireto via ALT 0,001942022

Efeito indireto via Cl RC - 0,170253733

Efeito indireto via NL 0,043889236

0,0482227

0.21284111

0,0117101

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EMPREGO DO COEFICIENTE DE CAMINHAMENTO 785

TABELA 1. Continuaçio.

Efeito direto

Modo de açffo (p) Efeito indireto Correiaçes

x r) (r)

Efeito indireto via TML -0,002930201

Efeito indireto via DVL 0,342556113

Efeito Indireto via DENS -3,272632535

Efeito indireto via EC 0,365743007

Total (rp x NA 0,42161242

P x DVL Efeito direto

Efeito indireto via ALT Efeito indireto via Cl RC Efeito indireto via NL Efeito indireto via TML Efeito indireto via NA Efeito indireto via DENS Efeito indireto via EC

0,144258445 0,004727280 0,233345664 0,060817787 0,000220623 1,496354850 1,878391940 0,502032955 Total (rp X DVL 0,7075498 P x DENS Efeito direto

Efeito indireto via ALT Efeito indireto via CIRC Efeito indireto via NL Efeito Indireto via TML Efeito indireto via NA Efeito indireto via DVL Efeito Indireto via EC

3,384110502 0003353667 0,205030171 0,016144167 0,003016582 3,241389553 0,413110958 0,398027520 Total (r x DENS 0,47984267 P x EC Efeito direto

Efeito indireto via ALT Efeito indireto via Cl RC Efeito indireto via NL Efeito indireto via TM L Efeito indireto via NA Efeito indireto via DVL Efeito indireto via DENS

0,540740222 0.003663416 - 0,225617739 0,031006480 - 0.002598120 2,198190952 0,690098041 - 2,49096550 Total (rp x EC 0,144517

O número de anéis de vasos laticíferos é uma es-timativa importante que determina grande influên-cia sobre produçâo, sendo que entre clones este caráter justifica cerca de 25 a 50% da variaç5o na produção (Ho et ai. 1973). Neste trabalho verifi-tou-se uma influência marcante, tanto direta como indiretamente, do caráter número de anéis de vasos laticíferos na produção de borracha dos clones es-

tudados, estando de acordo com Narayanan et ai. (1973 e 1974), Ho et ai (1973) e Tan (1977), que afirmam ser este caráter o mais importante na pro-duço do látex.

Efeito direto alto e negativo foi encontrado para o caráter densidade dos vasos latici'feros na produção, o mesmo ocorrendo para os efeitos in-diretos deste caráter em reiaço aos demais carac-

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786 M.E. da C. VASCONCELLOS e C.P. de ABREU teres, que foram sempre negativos, sendo,

portan-to, este caráter, de grande influência negativa na produção de borracha.

Narayanan et ai. (1973), considera densidade dos vasos laticíferos um caráter de importância se-cundária na determinação da produção. Entretan-to, observando-se os resultados, verifica-se que cui-dadosespeciais devem ser tomados em critérios de seleção com relação a este caráter na seleção de clones, pois, mostrou-se de grande influência nega-tiva. Vale ressaltar que Pinheiro (1981), estudando clones de seringueira na fase adulta, encontrou que o clone que apresentava maior densidade dos vasos laticíferos possuía baixa produção Paiva et ai. (1982) também encontrou que a densidade de va-sos tinha efeito indireto negativo sobre quase to-das as variáveis estudato-das.

O caráter espessura de casca apresentou um va-lor moderado de seu efeito direto sobre a produ-ção de borracha, em virtude, principalmente, do efeito indireto alto e negativo via densidade dos vasos laticíferos. Isto é de grande importância, considerando-se que sua correlação genética com a produção é alta. Paiva et ai. (1982), estudando oito caracteres relacionados com a produção, ve-rificou que a espessura da casca foi o caráter que demonstrou maior efeito direto na produção e maiores efeitos indiretos em relação aos outros caracteres. Assim, concluiu que uma seleção ba-seada neste caráter irá fornecer um progresso gené-tico adicional à seleção da produção per se.

O fato de seu efeito direto na produção não ser alto pode ser devido à influência negativa da den-sidade de vasos laticíferos que está mascarando es-te efeito, pois o efeito indireto da espessura de cas-ca sobre os demais cas-caracteres foi sempre positivo e de valor moderado.

O efeito direto moderadamente alto para o caráter diâmetro dos vasos laticáferos não está de acordo com Paiva et ai. (1982), que obteve valor negativo para esse efeito. Observa-se que a influên-cia da correlação genética deste caráter com a pro-dução é alta, concordando com Gonçalves et al. (1980), onde este caráter é um dos mais correla-cionados com a produção.

O componente residual (P 91) apresentou um valor apreciável (0,618838), mostrando que al-guns caracteres não se correlacionaram bem entre

si e/ou com produção de borracha seca. Admite-se, também, a possibilidade de problemas na amostra-gem, trazendo imperfeições nas estimativas dos coeficientes de caminhamento. Entretanto, consi-derou-se que a ação dos fatores aleatórios mensura-dos por este componente não foi suficiente para mascarar a interpretação dos resultados, mostran-do, assim, que a análise do coeficiente de caminha-mento fornece um quadro diferente e mais com-pleto da análise do coeficiente de correlação gené-tica.

CONCLUSÕES

1. Verificou-se uma influência marcante, tanto direta como indiretamente, do caráter número de anéis de vasos laticíferos na produção de borracha dos clones estudados, reafirmando ser este caráter o mais importante na produção de látex. Entretan-to, por ser de difícil mensuração, portanto muito sujeito a erros de amostragem, recomenda-se sele-cionar plantas para o caráter espessura de casca, por conter todos os caracteres pertencentes ao sis-tema laticífero, e ser menos influenciado pelo

meio ambiente. -

2. Através da análise do coeficiente de caminha-mento, visualizou-se que o efeito do caráter altura da planta na produção foi baixo, isto como com-ponente direto e indireto.

1 Através das estimativas do coeficiente de cor-relação genética, o caráter relacionado com o vigor da planta que mais contribuiu na produção de bor-racha foi a espessura de casca, sendo que esta oh-servação se confirma pelo coeficiente de caminha-mento. Visualizou-se, também, que, nos desdobra-mentos do coeficiente de correlação genotípica, através da análise do coeficiente de caminhamento, o efeito direto e indireto desse caráter na produção só perde em importância para o caráter número de anéis de vasos laticíferos.

4. Comprovou-se que o caráter densidade dos vasos laticíferos é de grande influência na produ-ção de borracha, fato este perfeitamente visualiza-do através visualiza-do coeficiente de caminhamento, onde o seu efeito direto na produção é negativo. Sua correlação genética é significativa, dado o efeito indireto do caráter número de anéis de vasos lati- cífero s.

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EMPREGO DO COEFICIENTE DE CAMINHAÍvIENTO 787

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